Sebrae-SP alerta: Fim da escala 6×1 pode aumentar informalidade e desemprego! O que diz o diretor Paulo Vinholi. Saiba mais.
O diretor-técnico do Sebrae-SP, Paulo Vinholi, em entrevista na quarta-feira (18 de fevereiro de 2026), expressou preocupação com o impacto do fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. Vinholi argumentou que uma mudança repentina na jornada de trabalho, sem medidas compensatórias adequadas, pode desestruturar cadeias produtivas e, consequentemente, aumentar a informalidade e o desemprego.
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“Uma mudança abrupta na jornada, ao meu ver, sem compensações estruturais, pode desorganizar cadeias inteiras e favorecer (sublinho, insisto) a informalidade e o desemprego de forma geral”, disse o diretor do Sebrae. A preocupação se baseia na dinâmica de setores como comércio, alimentação, serviços e turismo, onde a demanda dos consumidores não segue um padrão tradicional de dias úteis.
Segundo o diretor, em setores como comércio, alimentação, serviços e turismo, a dinâmica da demanda não se ajusta ao calendário tradicional. A escala 6 X 1, nesses casos, não é sinônimo de precarização —é instrumento de organização produtiva.
Sua extinção, sem uma transição estruturada e sem considerar as diferenças setoriais, pode significar aumento de custos, redução de competitividade e, inevitavelmente, menos vagas formais”, afirmou o diretor do Sebrae-SP.
Dados divulgados pela Pesquisa e Inteligência de Dados na quarta-feira (11 de fevereiro), indicam que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim do regime 6 X 1, desde que não haja redução salarial. Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), publicado na terça-feira (10 de fevereiro), indica que a adoção da jornada de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalho celetista em 7,84%, embora o impacto financeiro total para as empresas tenda a ser menor em determinados setores da economia.
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A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do fim da escala 6 X 1 foi à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara na segunda-feira (9 de fevereiro de 2026) e, depois da análise, seguirá para uma comissão especial antes da votação em plenário.
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