Scott Bessent: Tarifas americanas sob Seção 301 podem voltar em julho? Entenda!

Scott Bessent aponta possível retorno de tarifas americanas sob Seção 301 até julho. Entenda o plano e o impacto no comércio global!

15/04/2026 09:06

2 min

Scott Bessent: Tarifas americanas sob Seção 301 podem voltar em julho? Entenda!
(Imagem de reprodução da internet).

Possível Retorno de Tarifas Americanas sob Seção 301

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, comunicou nesta terça-feira, dia 14, que as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump podem ser restabelecidas. Segundo ele, esse retorno poderia ocorrer até o mês de julho, voltando aos patamares vigentes antes da decisão da Suprema Corte dos EUA que havia derrubado tais medidas.

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Durante o evento WSJ Opinion Live, realizado em Washington, Bessent detalhou o plano. Ele mencionou que, apesar do revés judicial na política tarifária, o governo planeja implementar ou conduzir novos estudos utilizando a Seção 301. Assim, as tarifas poderiam retomar o nível anterior no início de julho.

A Busca por Maior Previsibilidade no Comércio

Além do cronograma de tarifas, o secretário também enfatizou que esta nova abordagem trará um aumento significativo na previsibilidade para o mercado. Isso ocorre porque a Seção 301 já foi submetida a testes em tribunais, o que deve facilitar a tomada de decisões tanto para líderes empresariais quanto para investidores.

Contexto Legal das Tarifas

É importante lembrar que, em fevereiro, a Suprema Corte dos EUA havia decidido que o presidente Trump havia extrapolado sua autoridade ao aplicar certas medidas. Posteriormente, o governo recorreu à Seção 301, um dispositivo legal baseado em uma lei de comércio de 1974.

Essa seção confere ao presidente americano a prerrogativa de aplicar tarifas ou outras penalidades após realizar investigações detalhadas sobre práticas comerciais que, segundo o governo, oneram o comércio dos Estados Unidos.

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Escopo das Investigações Comerciais

Uma das investigações conduzidas sob este mecanismo abrange 59 nações, incluindo o Brasil. O foco principal é avaliar se esses países estão utilizando “trabalho forçado” na produção de mercadorias destinadas à exportação para os EUA.

Tal prática, se confirmada, seria considerada uma forma de concorrência desleal contra os produtos manufaturados americanos, justificando a revisão das tarifas.

Perspectivas Futuras para o Comércio Internacional

As declarações de Scott Bessent apontam para um esforço contínuo do governo em reestruturar as regras comerciais. O uso da Seção 301, apesar dos desafios judiciais, permanece como um instrumento central na política econômica dos EUA.

O mercado aguarda os desdobramentos dessas análises, que visam equilibrar a proteção comercial americana com a manutenção de relações estáveis com parceiros internacionais.

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