School of Rock: Faturamento de R$ 120 Milhões Impulsiona Expansão Global em 2026

A Ascensão da School of Rock no Brasil e Além
Em um cenário onde experiências físicas ganham destaque, especialmente entre jovens, a School of Rock, rede de educação musical originada nos Estados Unidos, tem se destacado no Brasil. Liderada pelo empresário Paulo Portela, que expandiu a marca para o país em 2013, a rede já conta com 84 escolas em 42 cidades, abrangendo também Portugal e Espanha.
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Para 2026, a expectativa é um faturamento de R$ 120 milhões, impulsionado por um crescimento de 60% na receita no primeiro trimestre, evidenciando a força do modelo de negócio.
A História por Trás da Inovação
A ideia por trás da School of Rock no Brasil surgiu em 2010, quando Paulo Portela e sua esposa decidiram abandonar suas carreiras corporativas para investir em negócios próprios. Inspirados por uma visita a Nova York, onde assistiram a uma apresentação de alunos da School of Rock tocando ao vivo, eles reconheceram o potencial da metodologia focada em experiências práticas.
A identificação pessoal de Portela, que também enfrentou dificuldades de comunicação na infância, reforçou a crença na proposta da escola como um modelo inspirador para crianças no Brasil.
Expansão Estratégica e Modelo de Franquias
Inicialmente, a expansão da School of Rock no Brasil ocorreu com a abertura de unidades próprias. A partir de 2017, a rede iniciou o modelo de franquias, com a primeira unidade em São Paulo. Atualmente, o investimento para abrir uma unidade varia em torno de R$ 600 mil.
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A rede expandiu-se para outros estados brasileiros, e o empresário recebeu o convite para a expansão para Portugal e Espanha, que começou em 2019. A gestão das franquias do Brasil, Portugal e Espanha está centralizada no Brasil, com foco em planejamento financeiro, marketing e vendas de franquias, enquanto as equipes locais se concentram no suporte aos franqueados e no desenvolvimento do mercado.
Modelo de Negócio Experiencial
A School of Rock não se limita a ser uma escola de música. O modelo de negócio é baseado em performance e experiências ao vivo, o chamado modelo experiencial. Os alunos participam de shows, turnês e gravações em estúdios, proporcionando uma imersão completa no mundo da música.
A marca se destaca pela presença em eventos de música, e em 2026, a rede pretende levar mais de 500 alunos para o “A educação musical é o veículo, mas a jornada é cheia de experiências de vida”, afirma Portela. A empresa captura uma mudança clara no comportamento das famílias, que buscam atividades que tirem crianças e adolescentes das telas, ampliem a socialização e contribuam para a saúde mental.
Novos Projetos e Crescimento
A School of Rock iniciou um novo projeto no Brasil ao integrar o Alma de Batera, iniciativa voltada ao ensino de bateria para pessoas com deficiência, à sua operação. O piloto começou na unidade do Brooklin, em São Paulo, onde os alunos do projeto frequentam a estrutura da escola e compartilham atividades com outros estudantes.
A rede aposta em facilitar a entrada de novos franqueados por meio de financiamentos, além de aumentar a participação de multifranqueados, com 37 das 84 escolas já pertencendo a operadores com mais de uma unidade. A expansão geográfica também é uma prioridade, com foco em capitais do Nordeste e cidades médias como Maringá, Uberlândia e Uberaba.
A receita no primeiro trimestre cresceu 60%, bem acima do esperado, e as matrículas aumentaram em 20% em comparação com 2025, impulsionadas pelas experiências concentradas nesse período. A longo prazo, a meta é alcançar 150 escolas até 2030.
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