Passagem em SP sobe! Usuários do Bilhete Único têm prazo para manter tarifa antiga. Reajuste de 6% é anunciado em SP e Região Metropolitana.
Os passageiros de ônibus em São Paulo terão que se adaptar a uma nova realidade tarifária. A partir da próxima segunda-feira, 5, haverá um reajuste nas tarifas, mas uma oportunidade para quem recarregar o Bilhete Único antes do prazo final. Para quem realizar a recarga até a data estipulada, a tarifa antiga permanecerá válida por até seis meses.
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A partir da meia-noite de terça-feira, 6, a tarifa padrão será de R$ 5,30. Aqueles que efetuarem a recarga antes do limite final continuarão a pagar a tarifa atual, que é de R$ 5.
Cada usuário pode creditar até R$ 500 no Bilhete Único, o que corresponde a 100 tarifas. A validade da recarga com o valor sem reajuste se estende até o esgotamento dos créditos ou até o período de seis meses.
A recarga do Bilhete Único deve ser realizada nos postos de atendimento. Os totens também estão disponíveis nas estações e terminais, permitindo o pagamento por meio de cartão de crédito ou débito. Para usuários que utilizam vale-transporte, a recarga também é possível até segunda-feira, garantindo o desconto nos próximos meses.
Nesse caso, o valor a ser depositado é maior, podendo chegar a R$ 1 mil.
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O aumento da tarifa em São Paulo foi anunciado na última segunda-feira, 29, pelo prefeito Eduardo Nunes (MDB). Os cinco municípios que integram o Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo (CIOESTE) também terão reajuste.
Nas cidades de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi, a passagem sobe de R$ 5,80 para R$ 6,10.
Segundo a gestão de Nunes, a capital paulista possui uma das menores tarifas da Região Metropolitana, e o aumento de 6% permanece abaixo do IPC-Fipe Transporte Coletivo acumulado do ano (6,5%). A decisão também se justifica pela necessidade de modernização do setor de transportes da cidade, onde o subsídio municipal para as empresas de ônibus ultrapassa os R$ 6 bilhões, o maior valor da história da capital.
O custo do sistema também diverge da arrecadação, que em 2025 somou R$ 10,34 bilhões, enquanto a arrecadação tarifária permaneceu na faixa dos R$ 4,3 bilhões. Este valor deve subir mais em 2026 após a revisão quadrienal dos contratos com as empresas de transporte.
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