São Paulo em Risco: Desigualdade Social Amplia Perigo das Ondas de Calor Extremos
Calor extremo e desigualdade: estudo aponta riscos em São Paulo! Pesquisas da USP revelam que periferias como Luiza Muñoz sofrem mais com ondas de calor. Descubra os detalhes!
Calor e Desigualdade: Estudo Revela Riscos em Regiões Paulistas
Um estudo recente, publicado na revista estrangeira *Urban Climate*, lança luz sobre a relação direta entre a desigualdade social e o risco de ondas de calor em São Paulo. Pesquisadoras da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da Universidade de São Paulo (USP) identificaram que as regiões mais vulneráveis ao calor extremo são aquelas com maior índice de desigualdade social, concentradas nas periferias das zonas leste, norte e sul da capital.
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O estudo detalha como a exposição a temperaturas elevadas afeta desproporcionalmente a população de baixa renda que reside em áreas densamente povoadas, como as favelas Luiza Muñoz, sendo a primeira autora do artigo.
Ilhas de Calor e a Falta de Áreas Verdes
A pesquisa mapeou as chamadas “ilhas de calor”, áreas que consistentemente registram temperaturas significativamente mais altas do que outras regiões da cidade. Um dos fatores cruciais identificados foi a escassez de áreas verdes e o acesso limitado a elas.
O estudo comparou temperaturas em áreas consideradas nobres com aquelas encontradas em regiões periféricas, revelando contrastes marcantes: enquanto a região central da cidade pode registrar temperaturas em torno de 30°C, as áreas periféricas podem atingir até 45°C.
Essa disparidade é agravada pela falta de infraestrutura adequada para mitigar os efeitos do calor.
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Análise Detalhada e Ferramenta de Planejamento Urbano
A equipe da FAU utilizou mapas em escala censitária, analisando cada setor reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dentro da cidade. Essa abordagem permitiu identificar áreas que combinam alta exposição ao calor, alta vulnerabilidade social e menor capacidade de adaptação.
O estudo se baseia na premissa do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que define o risco ao calor como resultado da interação entre perigo climático, vulnerabilidade e exposição. A pesquisa destaca que o risco se torna concreto quando populações vulneráveis são afetadas.
Impacto e Aplicações Práticas
As autoras do estudo enfatizam a importância da territorialização do debate climático. O mapa produzido pela equipe da FAU pode ser utilizado como ferramenta de planejamento urbano, auxiliando autoridades na implementação de melhorias em São Paulo.
A equipe espera que o estudo não fique restrito ao ambiente acadêmico, mas sim seja aplicado em prefeituras. A técnica utilizada para gerar os mapas oferece um dado preciso que pode contribuir para o planejamento climático de outros municípios, considerando a relação entre vulnerabilidade social e exposição ao calor.
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