São Paulo enfrenta um cenário claro de estresse hídrico. A combinação de chuvas abaixo do esperado, junto com o aumento no consumo de água, e um recorde histórico de captação em 2025, intensificam a pressão sobre os recursos hídricos que abastecem a maior metrópole do Brasil.
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Impactos do Clima e da Demanda
Durante 2025, o estado registrou o maior volume de captação de água já observado. Isso significa que a demanda urbana foi atendida com mais água do que a reposição natural, que ocorre através das chuvas, estava fornecendo. Esse cenário é agravado por um clima desfavorável, caracterizado por irregularidades nas chuvas e períodos prolongados de estiagem, intensificados pelo aumento das temperaturas.
Consequências Ambientais e Estruturais
A situação impacta diretamente os mananciais, afetando ecossistemas aquáticos, a biodiversidade e a resiliência das bacias hidrográficas frente a eventos extremos, que se tornam mais frequentes devido às mudanças climáticas. A pressão sobre os recursos hídricos também revela uma fragilidade estrutural, com o crescimento do consumo, impulsionado pela expansão urbana, atividades econômicas e hábitos de uso da água, não acompanhado de políticas robustas de conservação, redução de perdas na rede, reuso e proteção ambiental.
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Visão Ambiental e Climática
A segurança hídrica se torna uma questão ambiental e climática, exigindo a recuperação e proteção das bacias hidrográficas, investimentos em soluções baseadas na natureza, ampliação do reuso em áreas urbanas e industriais, e a preparação das cidades para cenários de menor disponibilidade de água.
O recorde de captação em 2025 serve como um alerta.
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Necessidade de Ação Imediata
Sem mudanças estruturais, o risco é transformar episódios de estresse hídrico em uma condição permanente. Em um clima mais quente e instável, garantir o acesso à água exige planejamento ambiental de longo prazo e decisões urgentes.
