Santiago Peña vê em acordo Mercosul-UE oportunidade histórica para integração da América do Sul nas cadeias globais de produção. O tratado, anunciado para 17 de janeiro de 2026, visa fortalecer o bloco sul-americano
O presidente do Paraguai, Santiago Peña (Partido Colorado, direita), expressou otimismo em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, anunciado para 17 de janeiro de 2026. Ele considera o tratado uma oportunidade histórica para integrar a América do Sul às cadeias globais de produção e fortalecer o bloco sul-americano nas decisões econômicas internacionais.
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A declaração foi publicada no jornal Poder360 no domingo, 18 de janeiro de 2026.
Peña avaliou que, embora o acordo tenha surgido em um momento estratégico, ele representa uma janela de integração relevante para o Mercosul, composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Ele destaca as condições únicas do bloco, incluindo a produção de alimentos, o potencial energético e uma população jovem.
O presidente acredita que o Mercosul possui recursos que complementam as necessidades da Europa, que enfrenta desafios como o envelhecimento demográfico, questões migratórias e a transição energética.
Segundo o presidente paraguaio, o acordo trará mais investimentos, maior acesso a mercados e novas oportunidades para os países do bloco. Ele ressalta que o Mercosul se tornará mais visível para investidores e governos europeus. O presidente também enfatiza as vantagens competitivas da América do Sul em áreas como segurança alimentar e energia limpa.
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Peña atribui a oposição de alguns países europeus, como França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, à falta de conhecimento sobre a realidade do campo sul-americano. Ele cita agricultores do sul do Brasil, descendentes de imigrantes europeus, como exemplo de práticas produtivas semelhantes às da Europa, com foco na preservação do meio ambiente.
O presidente também comentou a relação bilateral com o Brasil, afirmando que o diálogo é positivo, embora ainda não atinja o potencial existente. Ele defende uma agenda de integração mais ágil entre os países, considerando o Paraguai como um parceiro mais dinâmico.
Sobre questões relacionadas à Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e negociações ligadas à energia de Itaipu, o presidente paraguaio afirmou que o assunto foi esclarecido. Segundo ele, o governo brasileiro apresentou explicações e um relatório formal após solicitação de Assunção, superando um período delicado.
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