O presidente do Paraguai, Santiago Peña (Partido Colorado, direita), expressou sentimentos mistos e agridoce em relação à ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, ocorrida em 17 de janeiro de 2026.
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O petista esteve representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Peña agradeceu e se sentiu satisfeito com o trabalho realizado por Lula, que havia delegado a liderança da negociação ao Brasil. Ele enviou uma carta de convite ao presidente, reconhecendo a agenda complexa do petista.
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Atraso na Assinatura
O acordo, que Lula desejava concluir até dezembro, quando o Brasil presidia o Mercosul, foi adiado devido à posição da Comissão Europeia. A França, juntamente com a Itália, se opôs ao tratado, com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerando a assinatura prematura, devido à necessidade de proteger os agricultores europeus.
Desafios para o Mercosul
Com a resistência de ambos os países, a viabilidade do acordo se tornou questionável, dada a regra da UE que limita a representação de nações discordantes a 35% da população da União. A UE antecipou, em janeiro, a concessão de acesso a fundos agrícolas a partir de 2028, e Meloni, então, questionou o acordo.
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Visão para o Futuro do Mercosul
Peña enfatizou a necessidade de ambição para o Mercosul, destacando as oportunidades da região em produção de alimentos, transição energética e sua população jovem. Ele defendeu uma abordagem pragmática, sem polarização ideológica, focada em avanços.
Situação na Venezuela
O presidente paraguaio também comentou a saída de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) da Presidência. Segundo Peña, a ação dos Estados Unidos na Venezuela era “necessária”, embora não fosse a solução ideal. Ele ressaltou que um ditador não se retira do poder apenas com protestos na rua.
Peña criticou a recusa de Maduro em reconhecer a vitória de Edmundo González nas eleições de 2024 e defendeu que o Paraguai deve trabalhar para restituir a democracia na Venezuela, liberando presos políticos e permitindo o retorno de venezuelanos ao país.
Ele ressaltou a necessidade de um “plano crível” para as eleições na Venezuela.
Perspectivas e Desafios para o Mercosul
O presidente paraguaio enfatizou a importância de uma abordagem pragmática e colaborativa para o Mercosul, reconhecendo as oportunidades da região e a necessidade de superar desafios geopolíticos e econômicos.
