Santander Projeta Lucro Recorde em 2026 e Meta de Crescimento de ROE

Santander Confia em Recuperação da Rentabilidade em 2026
O Santander Brasil demonstra otimismo em relação à retomada do crescimento da sua rentabilidade durante o ano de 2026, com a expectativa de alcançar o maior lucro líquido anual desde a gestão do presidente-executivo Mario Leão, que assumiu o banco em 2022.
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O executivo responsável expressou confiança nesta recuperação, destacando a importância de estratégias operacionais e o aumento sequencial do lucro antes dos impostos.
Em seu último balanço de resultados, divulgado nesta quarta-feira (29), o Santander apresentou um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 16%, um valor que deverá crescer ao longo do ano. Esse desempenho, embora um pouco inferior ao registrado no quarto trimestre de 2025 (17,6%) e 2024 (17,4%), reflete a queda no lucro líquido, causada principalmente pelo aumento nos impostos pagos e no patrimônio líquido da instituição.
O banco projeta atingir 20% de ROE para 2028, considerando que o plano está em andamento.
Estratégias para o Crescimento
Para impulsionar a rentabilidade, o executivo enfatizou a necessidade de expandir as operações orgânicas do banco e aumentar o lucro antes dos impostos. O retorno sobre o patrimônio (ROE) deve acompanhar o crescimento da carteira de crédito, embora em alguns setores possa haver um aumento um pouco maior.
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A perspectiva de uma desaceleração na taxa Selic não deve gerar um aumento significativo nas provisões para créditos inadimplentes, o que reforça a avaliação de que o banco está bem posicionado para enfrentar os desafios do mercado.
Foco em Novos Mercados e Gestão de Riscos
O Santander Brasil continua buscando oportunidades de crescimento no mercado de pequenas e médias empresas, com cautela e monitoramento constante, especialmente em relação às grandes empresas. O banco está bem provisionado e atento às negociações, buscando otimizar sua carteira.
A gestão de riscos também é uma prioridade, com o banco buscando reduzir sua exposição em públicos de renda muito baixa, focando em perfis de maior rentabilidade.
Perspectivas e Desafios
Analistas do Citi destacam a resiliência das receitas do Santander, seu custo disciplinado e a gestão de riscos prudente, mas alertam para a pressão sobre a qualidade dos ativos e o ROE mais baixo, o que pode limitar a expansão da rentabilidade no curto prazo.
O executivo do banco acredita que a taxa Selic deve recuar mais devagar do que o esperado, mas não espera que isso cause uma deterioração significativa nas provisões para créditos inadimplentes.
Programas de Renegociação de Dívidas
O executivo do Santander Brasil manifestou apoio ao programa de renegociação de dívidas do governo federal, o Desenrola, considerando-o um momento oportuno e bem estruturado. Ele acredita que a plataforma dos bancos, em vez da plataforma única anterior, terá uma adesão maior.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado que o programa pode oferecer descontos de até 90% sobre as dívidas, focando em cartões de crédito, cheque especial e empréstimos sem garantia.
Desempenho e Futuro
O banco projeta um lucro anual superior ao de 2021 (R$ 16,3 bilhões), com o ROE ainda necessitando de um período maior para atingir o patamar de 2028. Mario Leão, que deixará o cargo em julho, avaliou positivamente seu período na liderança do banco, destacando o desenvolvimento de estratégias que impulsionaram o crescimento e a rentabilidade.
Ele será substituído por Gilson Finkelsztain, atualmente presidente-executivo da B3.
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