Santander Brasil registra queda no lucro e alerta para cenário econômico desafiador em 2026

Santander Brasil Apresenta Lucro Líquido em Queda no Primeiro Trimestre de 2026
O Santander Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido de R$ 3,788 bilhões, mas essa performance veio acompanhada de uma queda de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025 e de 7,3% em comparação com o quarto trimestre de 2025.
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A instituição financeira atribuiu o resultado a um cenário macroeconômico considerado desafiador, um fator que intensificou a pressão sobre as provisões e a inadimplência, especialmente no que tange a empréstimos de pessoas físicas.
Rentabilidade em Declínio
A rentabilidade do banco, medida pelo ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio), apresentou uma retração significativa, caindo para 16,0%. Essa queda representa um declínio de 1,5 ponto percentual no ano e de 1,6 ponto percentual no trimestre.
A gestão ativa de riscos e a melhoria no mix da carteira de crédito foram apontadas como medidas que o banco implementou para mitigar os impactos do cenário econômico.
Provisões para Devedores Duvidosos em Aumento
A principal responsável pela pressão sobre o lucro foi o aumento das provisões para devedores duvidosos (PDD). O montante total investido na reserva para cobrir perdas esperadas na carteira de crédito atingiu R$ 6,344 bilhões, um aumento de 3,9% em relação ao quarto trimestre de 2025.
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Apesar do crescimento, o valor ficou abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2026, que somou R$ 6,390 bilhões.
Outras Provisões Também Crescem
Além da PDD, as provisões para contingências, que abrangem reservas para cobrir perdas em processos judiciais e disputas regulatórias, subiram 21,3% na comparação anual, atingindo R$ 1,126 bilhão. O aumento acima da média contribuiu para o aumento das despesas operacionais, que totalizaram R$ 2,3 bilhões no período.
Inadimplência em Ascensão
O índice de acima de 90 dias atingiu 3,3% no trimestre, com um aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025 e de 0,6 ponto percentual na comparação anual. A deterioração foi mais acentuada em pessoas físicas de menor renda e no segmento de pequenas e médias empresas, onde o NPL (Índice de Não Performing Loans) chegou a 6,0%.
Em pessoas físicas, o índice subiu para 4,9%, com um aumento de 0,3 ponto percentual no trimestre.
Mudanças na Gestão de Créditos e Write-Offs
O banco ressalva que parte da alta nos índices de inadimplência está relacionada a uma mudança no critério contábil, que passou a antecipar a baixa de créditos irrecuperáveis. Em 2025, o Santander revisou sua política de write-off, o que resultou em uma maior redução de créditos da carteira, pressionando os índices para cima.
O write-off do trimestre somou R$ 5,508 bilhões, um aumento de 31,9% em relação ao quarto trimestre de 2025.
Margem Financeira e Receitas
A margem financeira total somou R$ 15,812 bilhões, uma queda de 0,7% no ano, mas um aumento de 3,1% em relação ao quarto trimestre de 2025. Essa dinâmica oposta reflete a sensibilidade da margem financeira às variações nas taxas de juros.
A margem com clientes, gerada pela intermediação financeira tradicional, avançou 4,8% no ano, impulsionada pelo crescimento de volume, ampliação do spread e maior remuneração do capital de giro. Já a margem com mercado permanece negativa, em R$ -771 milhões, embora tenha melhorado expressivamente em relação ao quarto trimestre de 2025.
As receitas totais atingiram R$ 21,248 bilhões, com um crescimento de 0,9% no ano. As comissões, que representam uma parcela significativa da receita, aumentaram 5,8% na comparação anual, impulsionadas pelo crescimento em seguros e cartões. O volume de vendas em seguros aumentou 12,2% e em cartões, 9,8%.
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