Santander aposta em estratégia ousada no agronegócio em tempos de crise!

O Santander Brasil tem ajustado sua estratégia no agronegócio para lidar com um período mais complicado no crédito rural. O setor enfrenta dificuldades como margens de lucro menores e um aumento na inadimplência. Durante a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP), o superintendente executivo de agronegócio do banco, Ricardo Tessari, enfatizou a importância estratégica do setor para a instituição.
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O banco mantém um investimento de aproximadamente R$ 100 bilhões em ativos distribuídos entre produtores rurais e toda a cadeia produtiva, demonstrando o peso significativo do agronegócio em suas operações.
Foco em Soluções e Prevenção
Tessari ressaltou que o agronegócio é um setor cíclico, sujeito a fases de prosperidade e desafios. Apesar das condições de mercado adversas, o banco mantém a confiança na relevância do setor para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a estratégia geral do Santander.
A abordagem do banco tem se concentrado em soluções proativas, buscando apoiar produtores com margens comprimidas, principalmente por meio do alongamento de prazos e da gestão de suas finanças. As equipes do banco têm contato preventivo com os clientes, oferecendo alternativas compatíveis com a capacidade de pagamento.
Reforço nas Garantias e Seleção de Clientes
Diante do aumento da inadimplência, o Santander tem intensificado a exigência de garantias em novas operações, priorizando estruturas com garantias reais, como a alienação fiduciária. A estratégia visa concentrar o crédito em produtores com maior capacidade financeira e ativos que ofereçam segurança, buscando manter relações de longo prazo e reduzir o risco da carteira.
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O objetivo é trabalhar com produtores que possuam capacidade de financiamento e garantias sólidas, promovendo um crescimento conjunto.
Oportunidades na Agroindústria e Resultados Financeiros
Apesar da maior seletividade no crédito, o Santander não enfrenta restrições em outras áreas do agronegócio, como a agroindústria, que tem apresentado um momento positivo, impulsionada pela produção de etanol e biodiesel. O banco também oferece financiamento para operações de exportação e importação.
Em seu último balanço financeiro, divulgado na última quarta-feira, o Santander registrou uma queda de 1,9% no lucro líquido em relação ao ano anterior, atingindo R$ 3,8 bilhões. A inadimplência em 90 dias aumentou de 2,8% para 3,4% no último trimestre, em comparação com R$ 10,3 bilhões um ano antes.
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