Santa Catarina impulsiona economia com turismo: investimento de R$ 64 bilhões e foco em infraestrutura e mobilidade. Evento em Florianópolis debate “Ano do Turismo” em 2026
O estado de Santa Catarina está vivenciando uma significativa transformação em seu cenário econômico, impulsionada por um movimento que visa consolidar o setor de turismo como um pilar fundamental do desenvolvimento. Com um investimento anual de R$ 64 bilhões, equivalente a 12,5% do Produto Interno Bruto estadual, a mudança de mentalidade impacta diretamente a forma como o poder público enxerga a infraestrutura, a mobilidade e o planejamento urbano.
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Essa nova abordagem se traduz na aposta crescente no turismo como um eixo estruturante do desenvolvimento econômico, atraindo investimentos e ampliando a oferta de atrações ao longo de todo o ano.
O 2º CBA Networking Experience, promovido pela EXAME em parceria com a CBA Empreendimentos, reuniu lideranças públicas e empresariais para defender que 2026 será o ano do turismo em Santa Catarina. O evento, realizado em Florianópolis, destacou a importância de um calendário favorável, com 21 feriados, o crescimento do fluxo estrangeiro e a agenda de investimentos para reposicionar o setor como base econômica.
A necessidade urgente de solucionar gargalos na malha viária, especialmente no trecho norte da BR-101, foi um consenso entre os participantes, alertando para o risco de colapso.
A diversidade de atrações que Santa Catarina oferece contribui significativamente para o seu potencial turístico. A Oktoberfest de Blumenau, a maior das Américas, e o parque mais visitado da América do Sul, além do crescente turismo de negócios em Florianópolis e a consolidação de Balneário Camboriú como destino de luxo, impulsionam o setor.
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A localização estratégica, próxima a países do Mercosul, facilita a chegada de turistas estrangeiros. Em 2025, Florianópolis recebeu 3 milhões de visitantes, e o número de turistas estrangeiros superou 700 mil, com um aumento de 50% em relação ao ano anterior.
O aumento do fluxo turístico exige um planejamento de longo prazo, integração entre políticas públicas e investimentos consistentes em mobilidade e serviços urbanos. A concessão do aeroporto de Florianópolis, que oferece um centro de convenções a 20 minutos do terminal, é um exemplo concreto dessa nova visão.
A arrecadação do ISS da cidade saltou de R$ 240 milhões para cerca de R$ 1 bilhão nos últimos anos, demonstrando o impacto fiscal do setor. O planejamento para permitir a expansão urbana e a implantação de um parque ecológico urbano também são prioridades.
O secretário de Turismo de Florianópolis, Juliano Richter Pires, ressaltou que o turismo é um fluxo e que esse fluxo precisa de estrutura. O consenso é que o crescimento do turismo deve ser planejado, com foco em mobilidade, sustentabilidade e qualificação dos serviços.
O ex-ministro do Turismo Vinícius Lummertz enfatizou que a infraestrutura compatível com o crescimento do fluxo é fundamental para o sucesso do setor. O objetivo é transformar o bom momento em modelo de desenvolvimento de longo prazo, com ganhos para quem visita e para quem vive nas cidades.
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