Santa Catarina tem se destacado no cenário turístico brasileiro, buscando expandir suas opções e atrair visitantes por mais tempo. A estratégia do estado visa distribuir melhor os benefícios econômicos do turismo ao longo do ano, além de aumentar o tempo que os turistas permanecem no destino.
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Uma parte importante dessa estratégia é o desenvolvimento do surfe de ondas grandes, que se tornou um novo motor econômico para o estado.
Rota Nacional das Ondas Gigantes
A região litorânea do sul de Santa Catarina agora faz parte da Rota Nacional das Ondas Gigantes, conectando os municípios de Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba. Essa rota, com menos de 90 quilômetros de extensão, coloca esses destinos em destaque no cenário internacional de surfe de ondas grandes.
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A cidade de Tubarão oferece suporte logístico e infraestrutura para atletas, equipes e visitantes.
O Fenômeno das Ondas Gigantes
A formação das ondas gigantes é explicada pelo fenômeno do empinamento, que ocorre quando ondas profundas encontram fundos mais rasos, aumentando sua altura e energia. A combinação de uma montanha submersa e sistemas meteorológicos intensos no litoral catarinense cria condições ideais para ondas que frequentemente ultrapassam os 10 metros de altura.
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Essa combinação coloca a região em um grupo seleto de destinos mundiais de ondas gigantes.
Jaguaruna e o Recorde Brasileiro
Foi em Jaguaruna que o Brasil registrou a maior onda surfada em seu território: 14,82 metros, enfrentada por Lucas Chumbo na Laje da Jagua, uma formação rochosa submersa. Anteriormente considerada um risco à navegação, a laje se tornou um ponto promissor para a formação de ondas gigantes, transformando-se em um ativo estratégico para o turismo esportivo.
Impacto Econômico e Diversificação
A consolidação da Rota do Big Surf e a realização de competições inserem Santa Catarina em um circuito restrito no mundo. O surfe de ondas grandes atrai um público especializado, com maior tempo de permanência e gastos mais elevados, beneficiando setores como hotéis, serviços náuticos, transporte e produção audiovisual.
Ao transformar um fenômeno natural em produto turístico, o estado diversifica a economia local, reduzindo a dependência da sazonalidade do verão.
