Sanções Americanas Contra Autoridades Irânicas e Empresas
Em 30 de janeiro de 2026, o Secretário de Estado (Partido Republicano) anunciou novas sanções contra autoridades irânicas e empresas ligadas ao regime. A medida visa impedir que indivíduos associados à repressão interna no Irã se beneficiem do sistema de imigração dos Estados Unidos, conforme declarado: “Aqueles que lucram com a opressão do povo iraniano não são bem-vindos para se beneficiar do sistema de imigração dos Estados Unidos”.
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A ação é coordenada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, um órgão ligado ao governo americano.
Alvos das Sanções
A lista de indivíduos designados pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC) inclui nomes como o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni Kalagari, apontado como responsável pela supervisão da Forças de Segurança da República Islâmica do Irã (LEF).
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Outros nomes incluem Majid Khademi (chefe da IRGC), Ghorban Mohammad Valizadeh, Hossein Zare Kamali, Hamid Damghani e Mehdi Hajian, todos comandantes da IRGC em diferentes províncias do Irã. Além disso, o empresário iraniano Babak Zanjani, conhecido por ser um evasor de sanções e operador financeiro do regime, também foi incluído na lista.
Contexto e Protestos no Irã
As sanções foram implementadas em meio a uma série de protestos no Irã, iniciados em 28 de dezembro de 2025. As manifestações são motivadas pela grave situação econômica do país, que inclui uma desvalorização acentuada da moeda, inflação de 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais.
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Segundo informações obtidas por uma agência de notícias, pelo menos um integrante do governo iraniano teria participado dos protestos, embora essa informação não tenha sido confirmada oficialmente.
Reações e Possíveis Intervenções
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, criticou o regime de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, por “desperdiçar o que resta das receitas petrolíferas do país no desenvolvimento de armas nucleares, mísseis e grupos terroristas”. A situação tem gerado reações de figuras como Donald Trump, que em 14 de janeiro de 2026, em Iowa, emitiu sinais contraditórios sobre uma possível intervenção militar, após o regime de Khamenei ter desistido de executar manifestantes.
Anteriormente, Trump havia declarado que tomaria medidas caso o Irã prosseguisse com a sentença.
Tensão Regional e Ameaças
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, declarou que o país “está e continua enfrentando uma guerra híbrida”, em resposta a novas alegações e ameaças dos Estados Unidos e de Israel, após a agressão militar de Israel contra o Irã em junho.
A tensão na região continua a ser uma preocupação global.
