Crise na Venezuela: Sanções econômicas e impacto na economia. Sanções dos EUA, lideradas por Trump, agravam crise em Venezuela. Juliane Furno e Francisco Rodríguez analisam o impacto
A Venezuela enfrenta uma crise econômica complexa, marcada por recessão, hiperinflação e êxodo de população. Uma das principais causas apontadas para essa situação é o conjunto de sanções econômicas impostas pelo governo norte-americano, conhecidas como “Medidas Coercitivas Unilaterais”.
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Essas sanções, implementadas desde 2014, visam pressionar o governo de Nicolás Maduro e, segundo os EUA, combater violações de direitos humanos, promover a democracia e combater o narcotráfico. A situação econômica do país se agravou significativamente com a ascensão do governo de Donald Trump, que intensificou as medidas restritivas.
O bloqueio econômico imposto à Venezuela envolveu diversas ações, incluindo o acesso restrito ao mercado financeiro norte-americano, a proibição do comércio de ouro, minérios e petróleo, e a imposição de sanções a empresas de outros países que negociavam com o país sul-americano.
O Banco Central da Inglaterra confiscou 31 toneladas em ouro da Venezuela, avaliados em US$ 1,2 bilhões, e Washington colocou sob suspeita todas as transações vinculadas à Venezuela, o que levou ao bloqueio de canais financeiros com instituições de outras nações.
A Citgo, principal filial da estatal petroleira PdVSA no exterior, foi liquidada pela justiça dos EUA, para servir de ativo para os credores internacionais da Venezuela.
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Economistas e sociólogos apontam que o objetivo das sanções é “asfixiar experiências políticas que fogem ao controle dos países imperialistas”, buscando gerar uma onda de descontentamento social que possa refletir em uma mudança de regime.
A economista e socióloga Juliane Furno destaca que a queda do preço do barril de petróleo e as sanções internacionais foram fatores cruciais para a crise venezuelana. O economista venezuelano Francisco Rodríguez reconhece o peso da gestão interna antes de 2017, mas enfatiza que o embargo econômico teve um papel significativo no aprofundamento da crise, argumentando que a emigração dos venezuelanos não se deve unicamente ao regime de Maduro, mas também ao impacto das sanções nas condições de vida.
Após o endurecimento das sanções sob o governo de Donald Trump, a economia venezuelana começou a se recuperar a partir de 2022, no governo de Joe Biden, quando algumas medidas foram relaxadas. Dados da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) mostram que a Venezuela apresentou um crescimento de 8,5% do PIB em 2024 e de 6,5% em 2025.
A análise de especialistas sugere que o impacto das sanções na crise venezuelana é um fator determinante para a retomada do crescimento econômico do país.
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