Sabesp inicia Interligação Billings-Alto Tietê para reforçar abastecimento em SP. Projeto de R$ 1,4 bi garante segurança hídrica à Região Metropolitana de SP
A Sabesp iniciou uma obra estratégica, a Interligação Billings-Alto Tietê, com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo. Essa interligação, que conecta a represa Billings, em São Bernardo do Campo, à represa Taiaçupeba, em Suzano, através do sistema Alto Tietê, permitirá a captação de até 4.000 litros por segundo de água bruta do rio Pequeno.
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O projeto, com investimento de R$ 1,4 bilhão, visa garantir o abastecimento de toda a Grande São Paulo, beneficiando cerca de 22 milhões de pessoas.
A nova solução representa um avanço significativo em relação a intervenções anteriores, como a realizada entre 2015 e 2020, que foi concebida como uma medida emergencial. A interligação atual é definitiva, com infraestrutura permanente, tecnologia de ponta e um modelo operacional flexível.
A tubulação será totalmente subterrânea, minimizando riscos de acidentes, falhas operacionais e vandalismo. O sistema passará a operar com energia elétrica, eliminando a dependência de usinas a gás e aumentando a eficiência energética.
A interligação Billings-Alto Tietê representa um avanço estrutural significativo em relação à experiência anterior. A nova solução garante a captação de água do rio Pequeno, que será bombeada para o sistema Alto Tietê, abastecendo dois sistemas produtores de água.
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A quantidade de água que pode ser captada do rio Pequeno já está autorizada e é utilizada, quando necessário, na interligação com o rio Grande. A interligação representa um reforço crucial para a região metropolitana de São Paulo, que enfrenta desafios históricos de disponibilidade hídrica.
A região metropolitana de São Paulo enfrenta uma situação hídrica historicamente desafiadora. A disponibilidade hídrica per capita local é extremamente baixa –em torno de 149 m³ por habitante ao ano, comparável a regiões semiáridas e muito abaixo do recomendado internacionalmente.
Esse quadro se deve à grande concentração populacional e à limitada oferta natural de água na bacia. Em 2025, a região atravessou uma das piores estiagens em 10 anos, com índices de chuva de 40% a 70% abaixo da média e vazões afluentes drasticamente reduzidas.
A estação elevatória de Água Bruta, responsável pela captação e bombeamento, ficará às margens do braço do rio Pequeno, em São Bernardo do Campo. A interligação envolve a construção de subestação de energia e tubulações enterradas, que passarão por São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Suzano e Mogi das Cruzes.
A obra visa a garantir o abastecimento de água para a região metropolitana de São Paulo, um importante passo para a segurança hídrica da região.
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