Ruy Alves da Kinea Investimentos alerta: eleição impactará mais que corte na Selic. Ajustes em portfólio da Kinea e Asset1.
O gestor multimercado da Kinea Investimentos, Ruy Alves, enfatiza que o impacto do período eleitoral sobre o mercado financeiro terá maior relevância do que a expectativa de um ciclo de cortes na taxa Selic. Alves acredita que a incerteza gerada pelo cenário político pode gerar maior volatilidade nos preços dos ativos.
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Segundo Alves, a possibilidade de cortes na Selic já está refletida nos preços, mas a eleição adiciona um fator de risco significativo. Ele alerta que o estresse político pode impactar negativamente o mercado de câmbio e elevar a volatilidade.
Diante desse cenário, a Kinea Investimentos já iniciou ajustes em seu portfólio, reduzindo posições em ativos sensíveis a juros locais, no Tesouro Nacional e na bolsa brasileira, buscando diversificação e evitando apostas muito direcionadas até que a situação política se torne mais clara.
Ruy Alves expressa otimismo em relação a uma possível flexibilização da política monetária pelo Banco Central no primeiro trimestre de 2026, mas ressalta a importância de uma gestão profissional para lidar com as mudanças bruscas que podem ocorrer devido ao cenário político.
O sócio da Asset1, Marcello Siniscalchi, também destaca a relevância do cenário político-eleitoral para a trajetória dos preços dos ativos, especialmente considerando que a Selic continua sendo o principal gatilho para a alocação em renda fixa.
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Siniscalchi ressalta que, mesmo com a necessidade de ajustar o fiscal, a eleição ganhará cada vez mais importância nas discussões, e que o problema será endereçado em algum momento.
O especialista da Asset1 aponta que a maior atenção atualmente na renda fixa está na parte longa da curva de juros, que precifica as expectativas para a Selic no longo prazo. Se os investidores acreditarem em um ajuste fiscal estrutural após a eleição, o prêmio de risco da curva de juros deve cair.
A Asset1 mantém posições aplicadas nos vencimentos mais curtos da curva de juros, apostando em um ciclo de afrouxamento monetário mais intenso do que o atualmente embutido nos juros futuros de curto prazo. Já nos prazos mais longos, a estratégia é mais cautelosa, diante das pressões de alta.
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