Rússia nega planos agressivos contra Groenlândia e critica a Otan

Rússia nega planos agressivos contra Groenlândia. Em declarações, embaixador russo, Vladimir Barbin, afirma não haver ameaças ou pressões na região do Ártico.

16/01/2026 10:21

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(Imagem de reprodução da internet).

Rússia Afirma Não Possuir Planos Agressivos em Relação à Groenlândia

A Rússia declarou nesta sexta-feira, 16, que não possui intenções agressivas em relação à Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e objeto de reivindicações dos Estados Unidos. A justificativa americana se baseia na prevenção da influência russa ou chinesa sobre a ilha.

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Em declarações à agência TASS, o embaixador da Rússia na Dinamarca, Vladimir Barbin, enfatizou a ausência de ameaças aos países do Ártico e a não utilização de pressões para obter ganhos territoriais.

Barbin ressaltou que Moscou não recorre a chantagens ou pressões para avançar sobre áreas estratégicas do norte. O diplomata também mencionou declarações recentes do ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, que já havia negado a existência de ameaças russas ou chinesas à Groenlândia.

A Dinamarca e os EUA argumentam que a Rússia busca expandir sua influência no Ártico.

O embaixador russo criticou o que ele considera uma “narrativa da ameaça russa ou chinesa”, utilizada por países da Otan, incluindo a Dinamarca, para justificar a militarização da região. Segundo Barbin, a expansão da presença da Otan na Groenlândia e em outras áreas do Ártico tende a aumentar as tensões militares e a deteriorar a segurança regional.

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Em paralelo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que Moscou acompanha de perto a situação envolvendo a Groenlândia. Zakharova defendeu que quaisquer divergências devem ser resolvidas por meio de negociações baseadas no direito internacional.

A questão ganhou destaque após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que expressou a opinião de que a Groenlândia deveria estar sob controle americano, considerando essa opção “inaceitável” para a segurança nacional dos EUA.

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