Rússia e China fortalecem aliança com Venezuela: alerta de especialista. Rússia e China consolidam aliança com o regime de Nicolás Maduro, impulsionada por armamento e comércio estratégico
A Venezuela consolidou-se como um importante aliado dos interesses da Rússia e da China nas Américas, um cenário que lembra o papel desempenhado por Cuba como principal representante da União Soviética durante a Guerra Fria. A análise é do professor Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador de Harvard, em entrevista ao CNN 360°.
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O professor destaca o fortalecimento militar do regime de Nicolás Maduro, impulsionado por seus parceiros estratégicos.
O regime de Maduro recebeu significativo apoio militar da Rússia, incluindo a aquisição de 24 aeronaves Sukhoi, modelo SU-30, e 12 unidades em funcionamento. Adicionalmente, o sistema de defesa aérea S-300 foi fornecido pela Rússia, com a presença de mercenários do grupo Wagner em 2019 para treinamento do exército venezuelano.
A China também desempenha um papel crucial nessa aliança, fornecendo armamento e mantendo relações comerciais estratégicas com a Venezuela. A China representava o principal destino das vendas de petróleo venezuelano, com 80% das exportações destinadas ao país asiático até recentemente.
Os 20% restantes eram divididos entre Cuba (5%) e os Estados Unidos (15%), através da Chevron, a única empresa americana autorizada pelo Departamento do Tesouro dos EUA a manter joint ventures com a Venezuela.
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Apesar das alianças estratégicas, o professor Brustolin ressalta que Rússia e China não conseguiram impedir ações dos Estados Unidos na região. Ele cita exemplos como os bombardeios israelenses contra o Irã e a derrota da Armênia, aliada russa, na guerra contra o Azerbaijão, como indicadores da fragilidade da parceria russa.
O professor também aborda as críticas de países europeus, incluindo França e Reino Unido, às ações venezuelanas, enfatizando que essas nações buscam evitar que o direito internacional seja violado, visando proteger o mundo da influência de países com grande poder militar, como Estados Unidos, Rússia e China.
Brustolin alerta para o aumento do número de ogivas nucleares, que saltou de 350 para 600 e tem planos de chegar a 1.500 nos próximos anos, o que representa uma preocupação adicional para o equilíbrio geopolítico global.
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