Ataque devastador na Ucrânia! Rússia intensifica ofensiva e deixa centenas de milhares sem aquecimento. O que esperar das negociações em Abu Dhabi?
A Ucrânia acusou a Rússia de ter realizado o ataque mais significativo do ano contra sua infraestrutura energética, resultando em centenas de milhares de pessoas sem aquecimento em meio a uma onda de frio extremo. A ofensiva ocorreu em um momento delicado, com a aproximação de quatro anos do conflito que assola o país.
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O ataque ocorreu poucas horas antes da chegada ao país do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que, ao se pronunciar no Parlamento ucraniano, enfatizou que tais ações não indicam uma real intenção de buscar a paz. A Casa Branca, por sua vez, afirmou que o presidente Donald Trump não se surpreendeu com os ataques, mantendo seu papel ativo na mediação entre Moscou e Kiev.
Durante toda a noite, foram ouvidas explosões em Kiev. Mil edifícios ficaram sem aquecimento, com temperaturas abaixo de 20 graus negativos. O ataque representou um agravamento da situação, especialmente considerando a relativa calma que antecedeu o evento.
O governo ucraniano condenou o ataque como uma ação deliberada contra a infraestrutura energética, argumentando que a Rússia aproveitou um período de trégua para fortalecer suas posições e agir em condições climáticas desfavoráveis. A avaliação é de que Moscou voltou a ignorar os esforços de mediação liderados pelos Estados Unidos.
De acordo com a Força Aérea ucraniana, as forças russas lançaram 71 mísseis e 450 drones de ataque, sendo 38 mísseis e 412 drones interceptados. Os ataques atingiram oito regiões do país, incluindo Kiev, Dnipro, Kharkiv e Odessa. A operadora de energia DTEK classificou o ataque como o mais intenso contra o setor energético desde o início do ano.
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Em Kiev, pelo menos 1.100 prédios ficaram sem aquecimento, segundo o prefeito Vitali Klitschko. Em Kharkiv, mais de 100 mil residências foram afetadas. O Ministério da Defesa russo justificou os ataques como alvos de instalações do complexo militar-industrial ucraniano e estruturas energéticas utilizadas pelas forças armadas.
Os ataques ocorreram apesar da expectativa de um novo ciclo de negociações diplomáticas, agendado para quarta e quinta-feira em Abu Dhabi, com mediação dos Estados Unidos. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky destacou que o principal obstáculo nas negociações continua sendo a questão territorial, com Moscou exigindo a retirada das forças ucranianas de áreas do Donbass, no leste do país, o que Kiev rejeita.
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