Crise em Cuba: Rússia Acusa Estados Unidos de Agravar a Situação
A Rússia manifestou nesta segunda-feira (9) preocupação com a situação em Cuba, acusando os Estados Unidos de intensificar as dificuldades enfrentadas pela ilha caribenha. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, destacou a gravidade da crise energética em Cuba, atribuindo-a às “medidas asfixiantes” impostas por Washington.
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“A situação em Cuba é realmente crítica”, declarou Peskov durante uma coletiva de imprensa. “Estamos buscando, em colaboração com nossos amigos cubanos, formas de oferecer o apoio que pudermos, considerando a complexidade da situação.” A declaração reflete a crescente tensão entre os dois países, com a Rússia buscando defender seu aliado tradicional.
Crise Energética e Medidas de Emergência em Cuba
A crise energética em Cuba se agrava com a suspensão do fornecimento de querosene, uma medida tomada pelas autoridades cubanas em relação às companhias aéreas. Segundo informações divulgadas pela AFP, a interrupção do fornecimento, que começará na segunda-feira à meia-noite, obrigará as companhias a realizar “escalas técnicas” em seus voos de retorno para garantir o abastecimento.
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Para enfrentar a crise, o governo cubano implementou um pacote de medidas de emergência, incluindo a redução da semana de trabalho para quatro dias e o incentivo ao teletrabalho nas empresas estatais. Além disso, foram estabelecidas restrições na venda de combustíveis e anunciadas a redução dos serviços de ônibus e trens entre as províncias, além do fechamento de alguns estabelecimentos turísticos.
Ameaças e Restrições Americanas
A situação é agravada pelas sanções impostas pelos Estados Unidos, que incluem a possibilidade de tarifas sobre países que vendem petróleo a Havana. A administração Trump já havia cortado o fornecimento de petróleo da Venezuela, após a queda de Nicolás Maduro em janeiro, e agora ameaça impor tarifas aos países que continuem a comercializar petróleo com Cuba.
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Adicionalmente, a administração Trump anunciou que o México, que iniciou o fornecimento de petróleo a Cuba em 2023, também cessará essa prática. A justificativa para essas ações é a “ameaça excepcional” representada pela proximidade geográfica de Cuba com a Flórida, a apenas 150 km de distância.
