Rússia Acusa Telegram de Violações e Abre Investigações
O governo russo manifestou nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, sua crescente insatisfação com o aplicativo de mensagens Telegram, alegando múltiplas violações e uma “falta de vontade” da plataforma em colaborar com o Kremlin. As declarações foram divulgadas pela agência de notícias estatal.
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A situação se agrava com a abertura de um processo criminal conduzido pelo FSB (Serviço Federal de Segurança) contra Pavel Durov, o fundador do Telegram, sob a acusação de facilitar atividades terroristas.
Nos últimos dias, o Telegram tem respondido às acusações do governo russo de que a plataforma seria um local de encontro para atividades criminosas. O Kremlin afirma que a empresa estaria colaborando com serviços de inteligência ocidentais e ucranianos, que teriam acesso às mensagens de soldados russos.
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Essas alegações geraram uma forte reação por parte do Telegram, que as considera uma invenção com o objetivo de justificar a proibição da plataforma e forçar o uso de uma alternativa controlada pelo Estado, focada em vigilância e censura.
O Telegram ressaltou que a criptografia utilizada na plataforma garante a privacidade das mensagens de seus usuários. A empresa, com mais de 1 bilhão de usuários ativos em todo o mundo, incluindo um número significativo de ucranianos, se mantém como uma opção independente e segura de comunicação.
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A plataforma se destaca como uma alternativa à plataforma MAX, que conta com o apoio do governo e já está disponível para uso.
A disputa entre o governo russo e o Telegram se intensifica, com implicações significativas para a liberdade de expressão e o acesso à informação. A situação demonstra a crescente tensão entre o Kremlin e as empresas de tecnologia que operam em seu território, e a busca por alternativas de comunicação que garantam a privacidade e a segurança de seus usuários.
