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Rolling Stones Incendeiam Copacabana com Show Gratuito e Fãs em Extase!

Rolling Stones eletrizam Copacabana em show inesquecível! Em 18/02/2006, Mick Jagger e a banda lotaram a praia, reunindo 1,5 milhão de fãs. 🔥

Por: redacao

18/02/2026 19:03

5 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Um Show Inesquecível em Copacabana

Em 18 de fevereiro de 2006, a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, testemunhou um evento que ficará marcado na memória de quem estava presente. A banda Rolling Stones, em uma apresentação gratuita, reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas, incluindo fãs do Brasil e de diversos países da América do Sul.

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A multidão, composta por diferentes sotaques, ocupava a orla, barcas e varandas, enquanto helicópteros cortavam o céu. O momento, que marcaria um capítulo na história da banda, foi às 21h45, quando Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood subiram ao palco principal.

Antes mesmo desse momento, desde as primeiras horas da manhã, a orla carioca se transformava em um caldeirão. Fãs chegavam antes do amanhecer para garantir posição, expostos a um calorão de quase 40ºC. Equipes de produção distribuíram líquidos para hidratação e o público era molhado com jatos de água para amenizar o sufoco de quem aguardava horas sob o sol intenso até o início do show.

A atmosfera era de expectativa e celebração, com a certeza de um encontro inesquecível com seus ídolos.

Ronaldo Stone, um fã declarado, chegou cedo para ver seu quarto show da banda, até então. Ele passou o dia inteiro na praia, posicionado na grade do palco menor – uma estrutura que seria montada no meio da plateia para aproximar a banda do público. “Fiquei bem pertinho deles, principalmente do baterista, Charlie Watts.

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Foi emocionante, um show de graça em que pude sentir toda a energia da melhor banda de rock do mundo”, relatou. A experiência, para Ronaldo, foi um momento único e inesquecível.

Juliana Peixoto, uma montadora e preparadora de obras de arte, também vivenciou o drama do calor de perto. Com 34 anos na época, ela classificou o momento como épico: ver de perto sua banda do coração. Desempregada na época, ela tomou uma decisão estratégica: chegaria cinco dias antes do evento para acompanhar a montagem do palco e garantir um lugar na grade.

Ficou hospedada na casa de uma tia. “Era calor absurdo. Atravessávamos a cidade todos os dias para acompanhar a montagem do palco. No dia, era tudo ou nada para chegar na grade”, contou Juliana. Ela chegou cedo, mas decidiu dar uma volta para se hidratar e voltou no meio da tarde, quando já estava lotado.

A estratégia funcionou, e ela conseguiu ficar bem perto do palco principal.

A banda havia chegado ao palco principal por meio de uma passarela que saía diretamente do Hotel Copacabana Palace —uma rota privada que os levava do luxo do hotel ao espetáculo gratuito e ao ar livre. A estrutura do show era inovadora para a época.

Do palco principal, uma ponte móvel levava a um segundo palco que surgia no meio da plateia —o palco menor que Ronaldo aguardava desde cedo. Essa estrutura aproximava os músicos de parte do público e alterava completamente a dinâmica do espetáculo.

Era por essa ponte que os Stones atravessavam para chegar ao palco menor, em um trajeto que parecia fazer os ingleses viajarem no tempo, criando uma intimidade com o público e ao som de clássicos dos anos 1960.

Três atrações nacionais abriram a noite: DJ Marcelo Janot, o AfroReggae e os Titãs. Quando os Stones finalmente subiram ao palco principal, o público que havia resistido ao calor extremo finalmente viu seus ídolos. O repertório misturou os clássicos esperados com momentos mais íntimos.

No palco principal, a banda tocou “Jumpin’ Jack Flash”, “It’s Only Rock ‘n’ Roll”, “Miss You” e “Sympathy for the Devil”, entre outros clássicos. Depois, atravessaram a ponte para o palco menor, onde apresentaram versões de “Get Off of My Cloud”, “Wild Horses” e “Tumbling Dice”, criando um momento único em que parte da plateia pôde sentir a presença dos músicos de forma muito mais próxima.

O concerto durou cerca de duas horas, terminando por volta das 23h40. Fãs como Juliana e Ronaldo saíram da praia exaustos pelo calor, mas com a sensação de terem participado de algo histórico. O show de Copacabana integrou a turnê “A Bigger Bang”, lançada em 2005 após a recuperação do baterista Charlie Watts, diagnosticado com câncer em 2004.

O álbum e a turnê marcaram um retorno criativo e comercial para a banda. Em 2006, eles tocaram no intervalo do Super Bowl XL, fizeram a primeira apresentação oficial na China e, até o fim de 2006, contabilizavam mais de 140 shows. Aquela turnê tornou-se uma das mais lucrativas da época.

Vinte anos depois, o show permanece como referência. Imagens aéreas, registros de TV e relatos pessoais mantêm viva a dimensão do evento. A herança daquele 18 de fevereiro de 2006 também se vê na frequência com que a orla carioca recebe hoje grandes espetáculos internacionais.

Shows de Madonna e Lady Gaga voltaram a ocupar a praia em anos mais recentes, e Copacabana está programada para receber deste ano.

Setlist:

  • Palco principal: “Jumpin’ Jack Flash”
  • “It’s Only Rock ‘n’ Roll”
  • “You Got Me Rocking”
  • “Tumbling Dice”
  • “Oh No Not You Again”
  • “Wild Horses”
  • “Rain Fall Down”
  • “Midnight Rambler”
  • “Night Time Is The Right Time”
  • Palco menor “This Place Is Empty” (vocais: Keith Richards)
  • “Happy” (vocais: Keith Richards)
  • “Miss You”
  • Retorno ao palco principal / fechamento “Rough Justice”
  • “Get Off Of My Cloud”
  • “Honky Tonk Women” (retorno definitivo ao palco principal)
  • “Sympathy For The Devil”
  • “Start Me Up”
  • “Brown Sugar”
  • Bis “You Can’t Always Get What You Want”
  • “(I Can’t Get No) Satisfaction”

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CopacabanaMick JaggerRolling StonesShow Gratuito
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Autor(a):

redacao

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