O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) gerou polêmica na segunda-feira, ao postar em seu perfil no X uma montagem gerada por inteligência artificial. A imagem mostra o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente (PL) Jair Bolsonaro e o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, abraçados.
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Acompanhou a publicação a seguinte legenda: “A foto é o retrato da roubalheira do Banco Master. E a Papudinha vai ficar pequena para tanto cidadão de bem”. Em seguida, o deputado removeu a publicação da rede social.
Repercussão e Críticas
A montagem logo atraiu críticas. O ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), se manifestou em seu perfil no X, argumentando que nenhuma ação seria tomada contra o deputado, pois, segundo ele, “essa várzea se transformou numa republiqueta de décima categoria”.
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Ele acusou o deputado de “acusar os outros sem provar nada”.
A Defesa do Deputado
O Poder360 entrou em contato com Rogério Correia para obter esclarecimentos. O deputado explicou que a imagem, embora gerada por inteligência artificial, visava simbolizar a proximidade e a articulação política entre Vorcaro e figuras centrais da extrema-direita.
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Ele ressaltou que Bolsonaro indicou Campos Neto para a Presidência do Banco Central e que existem questionamentos e investigações em curso sobre a atuação do BC durante sua gestão, diante de indícios de irregularidades envolvendo o Banco Master e possíveis fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, além de duas decisões que protegeram Vorcaro e impediram a liquidação da instituição.
Contexto das Investigações
O deputado enfatizou que a liquidação do Master ocorreu após a perda das eleições por Bolsonaro e a saída de Campos Neto do Banco Central, com a ascensão de Lula à presidência e a presença do Galípolo no Banco Central. Ele argumentou que a situação se tornou evidente após a mudança no cenário político e econômico do país.
Repercussão e Defesa de Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro, conhecido por suas posições conservadoras e por seu envolvimento em polêmicas, reforçou a crítica ao deputado, argumentando que a publicação da imagem gerada por IA era um exemplo de “fake news” e que o próprio Rogério Correia, considerado “chefe do gabinete do ódio”, estava envolvido em práticas semelhantes, ao lado de Nikolas Ferreira, outro conhecido defensor da disseminação de notícias falsas.

