Deputado Federal é Ordenado a Retratar Publicamente Imagem de Bolsonaro
Em uma decisão tomada nesta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, um juiz determinou que o deputado federal (PT-MG) realizasse uma retratação pública em suas redes sociais em relação a uma imagem divulgada pelo ex-presidente (PL), envolvendo o ex-presidente do (Banco Central) Roberto Campos Neto e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
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A sentença exige que o congressista publique, em até 24 horas, uma nota de esclarecimento em todas as suas contas oficiais, afirmando que a imagem não era verdadeira e que o encontro retratado nunca ocorreu.
O descumprimento desta ordem pode resultar em multas diárias de R$ 10.000,00, com um limite inicial de R$ 50.000,00. A informação foi divulgada após o deputado ter publicado a imagem em seu perfil no X no domingo (1º de fevereiro), removendo-a logo em seguida, devido à possibilidade de que a montagem pudesse levar parte do público a interpretar a cena como real, conforme declarado ao Poder360.
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A defesa de Bolsonaro afirmou que a imagem era acompanhada de legendas que imputavam ao ex-presidente a prática de crimes de corrupção e uma intimidade inexistente com o empresário envolvido em escândalos financeiros. Apesar do deputado ter apagado o conteúdo e admitido que a cena era uma “imagem simbólica”, a magistrada Patrícia Vasques Coelho considerou que a postagem atingiu milhares de pessoas e teria gerado danos à reputação do antigo chefe do Executivo.
A decisão judicial destaca que a “probabilidade do direito quanto ao caráter ilícito da publicação é cristalina”, uma vez que o próprio réu confessou ter fabricado a cena para expressar uma suposta articulação política. Além da retratação, a Justiça impôs uma tutela inibitória, que proíbe Rogério Correia de republicar ou divulgar a mesma montagem ou variações que sugiram da proximidade entre os personagens baseada em imagens inexistentes.
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O deputado terá 15 dias para apresentar sua defesa oficial após ser citado.
O Poder360 entrou em contato com o deputado federal, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
