Recuperação das Contas do Governo é “Inequívoca”, Afirma Rogério Ceron
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, declarou nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, que a recuperação das contas do governo é “inequívoca”. Ele classificou o déficit de R$ 13 bilhões registrado em 2025 como “satisfatório”, considerando a estratégia adotada pela equipe econômica.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Para alcançar esse resultado e seguir o arcabouço fiscal estabelecido, a equipe econômica desconsiderou R$ 48,7 bilhões em despesas. O déficit resultante é de R$ 61,7 bilhões, equivalente a 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB).
A deterioração do cenário se acentua quando se considera a inflação, que apresentou um aumento de 32,3% em comparação com 2024, período em que o rombo fiscal foi de R$ 42,9 bilhões.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ceron expressou otimismo quanto à possibilidade de a equipe econômica aprimorar a gestão fiscal, esperando que o resultado de 2026 esteja, “de preferência, mais próximo do centro da meta”. A equipe econômica projeta um superávit de R$ 34,3 bilhões para este ano, o que representa 0,25% do PIB.
A margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo permite que receitas e despesas se mantenham em equilíbrio, garantindo o cumprimento da regra fiscal. A equipe também estima R$ 62,5 bilhões em gastos para atingir a meta fiscal em 2026.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Ceron enfatizou a importância de evitar exceções e rebateu críticas à política fiscal do governo. Ele negou qualquer “omissão” nos resultados e defendeu que um superávit de 0,5% a 1% do PIB é essencial para estabilizar a trajetória da dívida pública, permitindo uma recuperação em um horizonte de tempo curto.
