Rodrigo Paz Enfrenta Turbulência e Crise Social em La Paz Após Acusações e Protestos

La Paz em crise! Protestos e bloqueios assolam Bolívia após decisões de Rodrigo Paz. Crise social complexa e escassez de alimentos e combustíveis geram pânico.

09/06/2026 06:11

3 min

Rodrigo Paz Enfrenta Turbulência e Crise Social em La Paz Após Acusações e Protestos
(Imagem de reprodução da internet).

Crise Social Persiste na Bolívia Após Assunção de Paz

Seis meses após assumir a presidência da Bolívia, Rodrigo Paz, um líder de centro-direita, enfrenta uma grave crise social, complexa e multifacetada. Especialistas apontam que a situação é resultado de uma combinação de demandas populares, interesses conflitantes e decisões governamentais que dificultam a resolução da crise.

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A economia boliviana, já em um momento crítico há quatro décadas, exacerbou a instabilidade, gerando uma onda de protestos que se intensificou recentemente.

Bloqueios e Escassez em La Paz

O epicentro dos protestos se localiza em La Paz, onde bloqueios de estradas, iniciados em maio, causaram severa escassez de alimentos, medicamentos e combustível. A situação tem gerado grande preocupação entre a população. O presidente Paz alertou que não dialogaria com o que ele considera “vândalos”, mas, buscando acalmar os ânimos, anunciou a nomeação de ministros com maior capacidade de diálogo e escuta.

Acusações e Denúncias

O governo de Paz acusa o ex-presidente Evo Morales (2006-2019) de estar por trás dos protestos, com o objetivo de retornar ao poder. Morales, que está foragido após um caso de suposta exploração de menor e refugiado desde 2024 na região cocalera do Chapare, denuncia um suposto plano orquestrado por Washington para prendê-lo ou até mesmo levá-lo à morte, com o apoio do governo Paz.

Os Estados Unidos, por sua vez, afirmaram que a Bolívia enfrenta uma tentativa de “golpe de Estado” e que não permitirão que “criminosos e narcotraficantes” derrubem um líder democrático.

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As Causas da Crise

A crise na Bolívia tem raízes em diversos fatores. O governo de Paz, logo após assumir o poder, eliminou os subsídios aos combustíveis, esgotando as reservas de dólares do país para sustentar essa política. O resultado foi o aumento de 100% nos preços dos combustíveis, além da comercialização de combustível contaminado, que danificou milhares de veículos, gerando indignação popular, apelidado de “gasolina lixo”.

Rejeição de Políticas e Demandas

Outro ponto de tensão foi o anúncio de uma nova lei que transformava pequenas propriedades rurais em médias, buscando facilitar o acesso ao crédito. Camponeses indígenas rejeitaram a medida, temendo perder suas terras para bancos e latifundiários.

A população manifestante reivindica estabilidade econômica e um modelo de capitalismo que envolva a população, e não o Estado, como motor da economia.

Reivindicações dos Manifestantes

O movimento de protestos se ampliou, envolvendo professores, operários e mineiros. Diante da inflação de 20% em 2025, a Central Operária Boliviana (COB) reivindicou um aumento salarial correspondente, além de uma aposentadoria com salário integral para os professores.

Com a prolongada crise, a exigência de renúncia ao presidente Paz ganhou força, com o governo denunciando a busca por alterar a “ordem democrática” por parte dos manifestantes.

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