O Ministério Público Federal (MPF) formalizou denúncia contra o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga, sua esposa, Sirlange, e outras 11 pessoas. A acusação centraliza-se em suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de recursos destinados à área da saúde.
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A denúncia, apresentada no final de janeiro, aponta crimes como corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
Investigação e Envolvimento do Iase
A investigação, que remonta a novembro de 2024, foi iniciada após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). O foco da acusação recai sobre contratos firmados entre a prefeitura e a organização social Iase (Instituto de Atenção à Saúde e Educação).
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Segundo o MPF, o Iase atuava como peça-chave em uma organização criminosa estruturada para desviar verbas municipais.
Contratos Suspeitos e Testemunhos
A denúncia detalha dois contratos entre a prefeitura e o Iase. O primeiro foi firmado sem licitação, alegando uma situação de emergência que, segundo o MPF, não se justificava. O segundo contrato passou por um processo de chamamento público, mas o edital estaria direcionado à entidade.
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Testemunhos, incluindo o de Fausto Bossolo, então secretário de Administração, revelam o clima de apreensão antes da escolha do Iase como vencedor, seguido de alívio após a confirmação.
Evidências e Apreensão de Recursos
A acusação é sustentada por diversas evidências, incluindo a apreensão de R$ 646 mil na residência do empresário Marcos Mott e R$ 700 mil na residência do pastor Josivaldo Batista de Souza, concunhado do prefeito. Além disso, um relatório de inteligência financeira identificou depósitos de R$ 237 mil em cédulas de pequeno valor, algumas danificadas, e uma planilha paralela atribuída ao pastor que registrava entradas e saídas de recursos do esquema.
Defesa e Reações
A defesa de Rodrigo Manga alega que a denúncia decorre de uma investigação “completamente nula” e que o prefeito é alvo de perseguição política. A defesa também argumenta que a contratação não passou por sua pasta. O Iase nega irregularidades e afirma que demonstrará a legalidade dos contratos nos autos, que tramitam sob segredo de Justiça.
Solicitações do MPF
O Ministério Público Federal solicita o confisco de bens dos envolvidos, o ressarcimento dos valores desviados e uma indenização de R$ 7 milhões à União e ao município, metade para cada ente. A investigação segue em andamento, com o MPF aguardando o andamento do processo judicial.
