A Polícia Federal (PF) formalizou o indiciamento de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (União), e Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias (MDB). Ambos são suspeitos de terem mantido contato com o Comando Vermelho (CV), incluindo a possível divulgação de informações confidenciais para facilitar o tráfico de drogas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A investigação está centralizada na Operação Zargun.
Detalhes do Caso
A defesa de Bacellar, liderada pelo advogado Daniel Leon Bialski, classificou o indiciamento como “arbitrário e abusivo”. A acusação se baseia em suspeitas de que Bacellar teria fornecido informações da Operação Zargun, que resultou na prisão de TH Joias em 3 de setembro, sob acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
TH Joias é acusado de negociar armas e equipamentos para o CV.
Investigação e Suspeitas de Vazamento
O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, levantou a suspeita de vazamento de informações da Operação Zargun no dia da prisão de TH Joias. A suspeita surgiu após indícios de tentativa de fuga e destruição de provas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
A investigação revelou um esquema de corrupção envolvendo a liderança do CV no Complexo do Alemão, além de agentes políticos e públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares, ex-secretários e TH Joias.
Operação Unha e Carne e Soltura de Bacellar
Rodrigo Bacellar foi preso em 12 de dezembro pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Unha e Carne. A ordem de prisão foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, que, com base nos argumentos da PF, considerou a necessidade de impedir que Bacellar orientasse TH Joias na “remoção de objetos de sua residência”, indicando um possível encobrimento.
Posteriormente, o plenário da Assembleia do Rio decidiu, por 42 votos a 21, pela soltura de Bacellar.
Conclusão
O caso, envolvendo a Operação Zargun e a suspeita de ligações com o Comando Vermelho, continua sob investigação. A situação de Rodrigo Bacellar, afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, permanece delicada, com o indiciamento e a subsequente soltura, demonstrando a complexidade das investigações em curso.
