Afrescos romanos antigos, preservados em parte devido ao solo vulcânico de Pompeia, estão sendo restaurados com a ajuda de um sistema robótico inovador. O projeto, financiado pela União Europeia, utiliza inteligência artificial e robótica de alta precisão para reconstruir artefatos fragmentados, um processo tradicionalmente demorado e complexo.
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A iniciativa, coordenada pela Universidade Ca’ Foscari de Veneza, busca acelerar a recuperação de artefatos danificados.
Tecnologia e Processo de Restauração
O sistema robótico combina reconhecimento de imagens avançado, algoritmos de solução de quebra-cabeças orientados por IA e braços robóticos precisos. Essa combinação permite que os pesquisadores identifiquem, agarrem e montem fragmentos de afrescos sem causar danos às superfícies delicadas.
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O projeto visa replicar as obras originais, criando réplicas artificiais durante os testes para proteger os afrescos originais.
Desafios na Reconstrução
A tarefa de reconstruir os afrescos é comparável à resolução de um quebra-cabeça gigante, com a complexidade adicional de peças faltantes e a ausência de uma imagem de referência do resultado final. Os pesquisadores utilizam algoritmos de inteligência artificial e aprendizado de máquina para combinar cores e padrões, mesmo que não sejam visíveis a olho nu.
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A equipe, liderada por Marcello Pelillo, compara o processo com a montagem de múltiplos quebra-cabeças simultâneos.
Impacto e Futuro da Arqueologia
Os pesquisadores acreditam que essa tecnologia pode transformar as práticas de restauração em todo o mundo. Apesar do avanço tecnológico, o diretor do sítio arqueológico, Gabriel Zuchtriegel, enfatiza que a profissão de arqueólogo continuará relevante.
A nova abordagem permitirá um retorno à interpretação das obras de arte e à compreensão da vida cotidiana na antiga Pompeia.
