As discussões sobre a idade mínima para o uso de redes sociais e plataformas como o Discord, Roblox e YouTube estão ganhando força, impulsionadas pela preocupação em diminuir ataques e proteger a saúde mental dos jovens. Plataformas estão implementando novas ações, incluindo verificação facial, uso de inteligência artificial para identificar a faixa etária e o consentimento dos pais.
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O Roblox, por exemplo, anunciou uma nova funcionalidade no dia 7 de janeiro, informando que as regras de idade que estavam em testes começariam a ser aplicadas em outros países. A plataforma enviará avisos solicitando a verificação facial dos usuários.
Essa medida visa criar um chat baseado em idade, personalizando a experiência dos jogadores de acordo com a idade e limitando a comunicação entre adultos e crianças menores de 16 anos.
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No Roblox, o consentimento dos pais é obrigatório para que usuários menores de 9 anos acessem os recursos de chat. As salas de conversa baseadas em idade foram projetadas para impedir que crianças menores de 16 anos se comuniquem com adultos. Por padrão, usuários de cada faixa etária podem conversar com usuários dos grupos imediatamente acima e abaixo do seu – ou seja, usuários de 9 a 12 anos podem conversar com usuários do seu próprio grupo, bem como com aqueles dos grupos menores de 9 anos e de 13 a 15 anos.
As mudanças surgiram após os usuários do Roblox questionarem se o limite de idade aplicado ao jogo online tem relação com as denúncias feitas pela Felca. No entanto, as medidas de segurança foram inicialmente implementadas nos Estados Unidos.
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O Discord também está adotando novas medidas. A partir de março, um ajuste será ativado por padrão para adolescentes, exigindo que confirmem a idade por meio de reconhecimento facial ou envio de documento para desativá-lo. Essa mudança visa restringir o acesso a espaços bloqueados por classificação etária e aplicar filtros de conteúdo no aplicativo.
A empresa afirma que a medida tem o objetivo de tornar a experiência mais segura na plataforma de comunicação. Até perfis de adultos estão submetidos às novas medidas, mas uma verificação simples de idade já pode deixar a experiência menos restritiva.
O aplicativo também contará com um modelo de inferência de idade para “adivinhar” algumas contas, funcionando em segundo plano para identificar se uma conta possivelmente pertence a algum adulto e dispensar o processo de verificação.
O YouTube também planeja expandir o uso de inteligência artificial para identificar a faixa etária dos usuários e oferecer experiências adequadas à idade, com início previsto no Brasil, Cingapura e Austrália. A tecnologia analisará vários sinais para inferir a idade de um usuário, incluindo os tipos de vídeos pesquisados, categorias assistidas e a longevidade da conta.
Com esses dados, o sistema conseguirá determinar se o usuário é menor de 18 anos e aplicar automaticamente certas restrições e proteções.
Quando o sistema identificar que um usuário é um adolescente, algumas medidas serão aplicadas automaticamente para proteger sua experiência. Isso inclui a desativação da publicidade personalizada, a ativação de ferramentas de bem-estar digital e a limitação de recomendações de conteúdos potencialmente inadequados para essa faixa etária.
