O ex-governador do Distrito Federal, PSD, e pré-candidato ao Palácio do Buriti, Roberto Arruda, anunciou sua intenção de concorrer novamente ao cargo em 2026. Em entrevista ao Poder360, na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, ele justificou sua candidatura como uma necessidade de “resgatar Brasília”.
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Arruda ressaltou que o transporte público é uma de suas três prioridades, juntamente com a saúde e a educação, caso seja eleito.
O ex-governador enfatizou a urgência de expandir o metrô para as cidades-satélites de Gama e Santa Maria, alinhado com sua gestão anterior que expandiu as linhas até a Ceilândia (2007-2010). Ele acredita que a cidade enfrenta um problema de mobilidade com “muitos carros na rua” e que, sem ação, “a cidade vai parar”.
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Arruda mencionou que ingressou no PSD em dezembro de 2025, observando que a sigla estava “sem um projeto” em Brasília. Ele acredita que sua presença revitaliza o partido, que elegeu Juscelino Kubitschek como presidente da República.
A 1ª Turma do STJ rejeitou um recurso de Arruda em outubro de 2025, mantendo sua condenação por improbidade administrativa, relacionada a processos da Operação Caixa de Pandora. Essa condenação o impede de disputar cargos eletivos. A decisão da Corte pode deixá-lo inelegível até 2032, dependendo da interpretação da Justiça.
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O advogado Fábio Souto, especialista em direito criminal, esclareceu que a Lei Complementar 2019 de 2025 alterou a Lei da Ficha Limpa, estabelecendo que a inelegibilidade começa a ter efeito a partir da decisão que decretar a perda do mandato ou da renúncia, e não mais do fim do mandato.
Arruda declarou estar plenamente elegível para 2026, citando um cálculo que indica que a condenação já havia vencido em 2022.
