Ritmo Circadiano e Demência: Estudo Liga Alterações ao Risco da Doença

Estudo aponta: alterações no relógio biológico podem aumentar risco de demência. Pesquisas em Dallas revelam ligação entre ritmo circadiano e doença.

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(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Liga Alterações no Relógio Biológico a Maior Risco de Demência

Um novo estudo, publicado na revista Neurology, aponta para uma possível ligação entre alterações no relógio biológico interno e um risco aumentado de desenvolver demência. Pesquisadores do Centro Médico UT Southwestern, em Dallas, Texas, investigaram padrões relacionados ao ritmo circadiano – responsável por regular o sono, a temperatura corporal, os hormônios e os ciclos de atividade – em idosos.

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O estudo acompanhou mais de 2 mil adultos, com uma média de 79 anos, que inicialmente não apresentavam sinais de demência. Após cerca de três anos de monitoramento, 176 participantes receberam o diagnóstico da doença. A pesquisa se concentrou em como o ritmo circadiano influencia a saúde do cérebro.

Entendendo o Relógio Circadiano

O ritmo circadiano é o sistema de temporização do organismo, regulando o ciclo sono-vigília e processos essenciais como o metabolismo, a digestão, o alerta cognitivo e a liberação hormonal. Quando esse ritmo está alinhado à luz do dia e à escuridão, o corpo mantém padrões estáveis de atividade e descanso.

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Alterações nesse mecanismo são comuns com o envelhecimento e têm sido investigadas como possíveis marcadores de doenças neurodegenerativas. A análise dos dados revelou que indivíduos com ritmos circadianos mais fracos apresentavam um risco 2,5 vezes maior de desenvolver demência.

Fatores Adicionais e Impacto do Ritmo

Os pesquisadores também observaram que o horário do pico de atividade diária desempenhou um papel importante. Pessoas cuja atividade diária atingia o auge no fim da tarde apresentaram um risco 45% maior de demência em comparação com aquelas que eram mais ativas no período da manhã.

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A equipe científica sugere que ritmos circadianos interrompidos podem influenciar mecanismos associados ao desenvolvimento da demência, como a piora do sono, o aumento da inflamação, o acúmulo de proteínas relacionadas à doença e a redução da eliminação de toxinas neuronais durante a noite.

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