**Alerta: Rioprevidência sob investigação!** 🚀
A Operação Barco de Papel investiga R$ 970 milhões da Rioprevidência em investimentos no Banco Master. A situação é crítica e pode gerar um rombo de bilhões no Rio de Janeiro! 😱
A 2ª Vara da Fazenda Pública busca proteger os recursos previdenciários, enquanto especialistas alertam para os desafios fiscais do estado. Acompanhe a saga e os possíveis impactos no Regime Próprio de Previdência dos servidores! ⏳ #BarcoDePapel #Rioprevidência #Investigaçao
Na terça-feira, 3, o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, teve sua prisão temporária decretada como parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, que está investigando o caso Banco Master. A investigação, iniciada em novembro de 2024, está focada em nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, envolvendo cerca de R$ 970 milhões investidos pela Rioprevidência em Letras Financeiras emitidas pelo Master, atualmente em processo de liquidação extrajudicial.
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Murilo Viana, especialista em finanças públicas, destaca que o estado do Rio de Janeiro tem a obrigação de “compensar” o valor investido pela Rioprevidência, o que pode gerar um rombo no orçamento estadual após a liquidação do Master. Ele enfatiza que essa situação representa um problema fiscal significativo.
Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), reforça que a recuperação dos valores investidos pelo Rioprevidência será parcial, dependendo do processo de liquidação do Master. A necessidade de equilíbrio atuarial do fundo de previdência – garantindo que o patrimônio ofereça condições de honrar as pensões, aposentadorias e outros benefícios previdenciários – é fundamental.
Em janeiro, o Ministério da Previdência Social já havia se manifestado sobre possíveis prejuízos decorrentes de investimentos em títulos vendidos pelo Master. Cerca de 18 entes federativos, incluindo governos estaduais e municipais, investiram aproximadamente R$ 1,86 bilhão nos fundos da instituição – com a Rioprevidência representando quase metade desse valor.
Na quinta-feira, 4, a 2ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou a retenção e segregação dos valores relacionados aos empréstimos consignados administrados pelo Banco Master e pela PKL One. A decisão determina que o montante seja mantido em conta exclusiva de banco de primeira linha, visando proteger os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões, evitando o “perecimento” do crédito previdenciário.
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A decisão judicial reconhece que o patrimônio do RioPrevidência possui natureza pública e previdenciária, e por isso não pode ser submetido ao concurso geral de credores, garantindo prioridade na restituição ou compensação dos valores investidos.
Os servidores públicos estaduais no Rio de Janeiro possuem um Regime Próprio de Previdência, que é gerido pelo Rioprevidência. A autarquia pública independente é responsável por gerir os ativos financeiros, visando o custeio de pagamentos dos proventos, pensões e outros benefícios previdenciários.
Segundo Viana, em um cenário de gestão fraudulenta, pode haver uma tentativa de resgatar parte do recurso aplicado pela autarquia, porém será bem menor do que o total da perda do investimento. Portanto, o governo do Rio de Janeiro deve realizar a cobertura do valor.
Para o especialista, em um segundo momento, o estado também pode apertar as regras do regime de previdência para influenciar o ritmo de desembolso ou aumentar a receita do fundo, o que impactaria servidores.
Ele reforçou ainda que o estado do Rio de Janeiro não é “fiscalmente sólido”, portanto há uma série de medidas a serem consideradas, mas, por regra, deve realizar o aporte do valor. Nesse cenário, segundo ele, há duas alternativas: o estado pode aumentar a contribuição, reduzindo perspectiva de rendimento dos servidores que contribuem para regime próprio, ou aumentar a tributação geral.
Isso geraria uma “contaminação geral” no cofre.
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