A mineradora Rio Tinto, com sede na Austrália e capital britânico, interrompeu as negociações de fusão com a empresa rival Glencore. A decisão, tomada há cerca de duas semanas, reflete uma mudança de foco da companhia, que agora prioriza o crescimento orgânico e a expansão em setores estratégicos para a transição energética.
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O CEO da Rio Tinto, Simon Trott, explicou que, apesar do diálogo ter sido produtivo, a empresa não conseguiu encontrar um valor que justificasse a união das empresas.
Foco em Metais Essenciais e Sustentabilidade
Trott enfatizou o compromisso da Rio Tinto com o desenvolvimento de seu portfólio, agora direcionado para a sustentabilidade e para a produção de metais cruciais para a transição energética. A empresa já se afastou da mineração de carvão, uma atividade que deixou há uma década.
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A prioridade agora é o crescimento sustentável, conforme declarado pelo próprio CEO.
Cobre e Lítio: Pilares do Crescimento
A nova estratégia da Rio Tinto se concentra em metais como cobre e lítio. A empresa está investindo 85% de seu orçamento de exploração em projetos relacionados ao cobre, metal cuja demanda está sendo impulsionada pela expansão de data centers.
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Trott acredita que, com um portfólio de alta qualidade baseado no cobre, a empresa terá uma visão clara para expandir seu crescimento por pelo menos mais uma década.
Investimentos em Lítio e Diversificação de Ativos
Além do cobre, a Rio Tinto está intensificando seus investimentos em lítio, um mineral fundamental para a fabricação de baterias. A empresa aumentou sua participação em uma desenvolvedora de lítio no Canadá, buscando diversificar sua base de ativos.
Essa estratégia visa mitigar os riscos associados à dependência do minério de ferro, que ainda representa a maior parte do resultado operacional da empresa, e que enfrenta pressão devido à menor demanda na China.
Resultados Financeiros e Mudanças na Liderança
Em 2025, a Rio Tinto reportou um Ebitda ajustado de US$ 25,4 bilhões, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. O lucro líquido, no entanto, diminuiu 14% em comparação com o ano anterior, devido a maiores despesas com depreciação, impostos e encargos financeiros.
A mudança de liderança, com Simon Trott assumindo o cargo em agosto, também está impulsionando uma nova estratégia focada na venda de ativos não essenciais, parcerias em infraestrutura e um portfólio mais alinhado com a transição energética.
