Rio Grande do Sul registra leve queda nas exportações de frango após Influenza Aviária. Dados da Asgav apontam para 0,77% de redução em 2025.
As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul apresentaram uma leve redução em 2025, consequência direta dos impactos sanitários decorrentes do caso de Influenza Aviária, detectado no estado em 15 de maio de 2025. Dados divulgados pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) indicam que os embarques totalizaram 686,3 mil toneladas, representando uma diminuição de 0,77% em comparação com o ano anterior.
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O surto de gripe aviária teve um impacto significativo nas exportações. A restrição comercial imposta por diversos mercados internacionais, notadamente a China, foi um fator determinante nesse cenário. A interrupção das vendas para a China, em razão do foco do caso, afetou o desempenho do estado.
Além das questões sanitárias, a avicultura gaúcha enfrentou desafios relacionados a eventos climáticos extremos, como enchentes que impactaram diversas regiões produtoras. O setor ressaltou a colaboração com órgãos oficiais e instituições parceiras como elemento crucial para a manutenção da estabilidade da cadeia produtiva.
Apesar da retração nas exportações, a produção de carne de frango no Rio Grande do Sul continuou em ascensão. Em 2025, o estado abateu aproximadamente 808 milhões de aves, um aumento de 1,5% em relação ao ano anterior. A produção total de carne de frango alcançou cerca de 1,8 milhão de toneladas.
Com esses números, o Rio Grande do Sul manteve sua posição como o terceiro maior produtor e exportador de carne de frango no Brasil.
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O mercado de ovos também foi influenciado pelas restrições comerciais. As exportações de ovos diminuíram 3,91%, para 6,2 mil toneladas, mas o faturamento apresentou um crescimento expressivo, atingindo US$ 23,6 milhões, um aumento de 39,1% em comparação com 2024, impulsionado pela valorização dos preços no mercado internacional.
Para 2026, o setor avícola gaúcho demonstra otimismo, prevendo um crescimento entre 3% e 4% nas exportações de carne de frango e um avanço de 10% a 20% nos embarques de ovos, considerando condições sanitárias favoráveis e a ausência de eventos climáticos severos.
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