Rio de Janeiro: CV e Facções Criminosas Classificados como “Narcoterrorismo”
Rio de Janeiro: CV e facções são “narcoterroristas”, diz secretário. Felipe Curi classifica o cenário como “guerra irregular” e pede atualização da legislação
Rio de Janeiro: CV e Facções Criminosas Classificados como “Organizações Narcoterroristas“
O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, declarou nesta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, que o Comando Vermelho (CV) e outras facções criminosas operando no estado devem ser considerados “organizações narcoterroristas”.
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A declaração foi feita em entrevista a jornalistas durante o balanço de uma operação realizada na terça-feira, 28 de outubro, nos Complexos do Alemão e da Penha.
Curi justificou a classificação com base nas táticas empregadas pelas organizações. Segundo ele, o CV e outras facções utilizam estratégias de guerrilha, orquestram execuções de desafetos e agentes públicos, impõem controle às comunidades e promovem terror através do uso de drones, granadas e armas de guerra.
A secretaria enfatiza a necessidade de uma mobilização nacional e da atualização da legislação penal para adequar o enfrentamento à gravidade da ameaça.
O secretário descreveu o cenário enfrentado pelas polícias do Rio como uma “guerra irregular e assimétrica”, caracterizada por confrontos diários em áreas dominadas por facções criminosas. Ele ressaltou que a situação exige uma abordagem diferenciada, reconhecendo a complexidade e a intensidade da ameaça.
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Felipe Curi atribuiu a escalada da violência a anos de restrições às operações policiais, que, segundo ele, fortaleceram o crime organizado e transformaram comunidades em bases operacionais do Comando Vermelho. A secretaria destaca que a situação evoluiu para um cenário de narcotráfico nacional, com o Rio de Janeiro se tornando o principal centro de comando.
Recentes incidentes de violência, como a tentativa de invasão entre facções rivais nos complexos do Chapadão e da Pedreira, que resultou na morte de uma mulher e sua filha, reforçam a percepção de terrorismo. A secretaria enfatiza que a situação ultrapassa o conceito tradicional de segurança pública, exigindo uma resposta mais assertiva e abrangente.
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