Dublador Ricardo Schnetzer, Voz de Ícones, Morre aos 72 Anos
O renomado dublador Ricardo Schnetzer faleceu na quarta-feira, 4 de julho, aos 72 anos. A causa da morte foi a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa que progressivamente compromete o sistema nervoso e as funções motoras.
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A perda do artista foi confirmada pelo sobrinho, Victor Vaz, também dublador, que publicou uma homenagem emocionante em suas redes sociais.
Homenagem e Legado
Victor Vaz descreveu o tio como um mentor e figura central em sua vida profissional. Ele expressou sua gratidão pela orientação e pelos valores que Schnetzer lhe transmitiu, destacando a importância da ética e da honestidade na arte de dublagem. “O senhor me ensinou o valor da palavra ética e a defendê-la com unhas e dentes.
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Nunca teve vergonha de falar o que pensava, não importava se as pessoas iriam gostar do senhor ou não. O importante era estar sendo verdadeiro,” relatou Vaz.
A Luta Contra a ELA
Ricardo Schnetzer enfrentava as complicações da ELA, uma doença sem cura que afeta as células nervosas do cérebro e da medula espinhal. A progressão da doença levou a fraquezas musculares e, eventualmente, à perda de funções essenciais, como a fala e a respiração.
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A condição representou um desafio constante para o artista e seus familiares.
Campanha de Arrecadação
Diante do alto custo dos cuidados médicos, uma campanha de arrecadação foi iniciada no início do ano com o objetivo de levantar R$ 200 mil. Até o momento, a iniciativa havia mobilizado pouco mais de R$ 118 mil, demonstrando o reconhecimento da comunidade artística e do público brasileiro pela trajetória de Ricardo Schnetzer.
Sua voz e interpretação atravessaram gerações de espectadores.
Um Legado na Cultura Pop
Além de sua atuação como dublador oficial de nomes como Richard Gere, Al Pacino e Nicolas Cage, Ricardo Schnetzer deu voz a personagens icônicos da cultura pop, incluindo o Capitão Planeta, Albafica de Peixes em “Cavaleiros do Zodíaco”, Benson em “Apenas um Show” e o personagem Carlos Daniel na novela mexicana “A Usurpadora”.
Sua versatilidade e talento o consagraram como um dos nomes mais importantes da dublagem no Brasil.
