Auditor Fiscal Alvo de Investigação do STF é Denunciado por “Falso Positivo“
O diretor da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Kléber Cabral, fez uma forte declaração nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, ao site Metrópoles. Ele acusou o auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes de ter sido alvo de um “falso positivo” na investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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A investigação centraliza-se em possíveis irregularidades envolvendo ministros do STF e seus familiares.
A declaração surge após buscas e apreensões de bens de quatro funcionários públicos do Fisco, realizadas pela Polícia Federal em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A operação faz parte do inquérito das chamadas “fake news”, iniciado em 2019 e que, até o momento, permanece em sigilo e sem conclusão.
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Segundo Cabral, o ministro Mansano teria acessado informações suspeitas, incluindo a possível ligação de uma pessoa conhecida com um ex-marido de um amigo, ambos com o mesmo sobrenome. Ele argumenta que a ação do auditor fiscal foi desproporcional, ocorrendo em 2008, um período em que o casal estava junto. “Se o vazamento fosse a causa, ele não iria olhar em 2008”, afirmou o diretor da Unafisco.
O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes, que recebe aproximadamente R$ 51.000 por mês, conforme dados do Portal da Transparência, teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados. Além disso, está proibido de deixar a cidade onde reside, deve cumprir recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana, possui tornozeleira eletrônica e seu passaporte foi apreendido.
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Os outros três servidores investigados são Ruth Machado dos Santos e Luciano Pery Santos Nascimento, ambos técnicos do Seguro Social, e Luiz Antônio Martins Nunes, funcionário do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
