O deputado federal e líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, Ricardo Coutinho, expressou sua discordância em relação à atribuição exclusiva de culpa ao presidente da Câmara, Julio Arruda, pela reação negativa gerada por um projeto que concede aumentos salariais a funcionários do Congresso, ultrapassando o teto constitucional de R$ 46.000 mensais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Em entrevista ao Poder360, realizada na quarta-feira (11 de fevereiro de 2026), Coutinho ressaltou que o projeto recebeu forte apoio entre os líderes e que a oposição, representada pelo Novo e Psol, foram os únicos a se manifestar contra a proposta durante a reunião de líderes organizada por Julio Arruda.
Apoio e Críticas à Proposta
O deputado afirmou ter votado a favor da proposta tanto na reunião de líderes quanto no plenário da Câmara. Ele criticou a forma como a mídia tem abordado o tema, focando exclusivamente na figura do presidente da Câmara, e mencionou que até mesmo ministros do governo do presidente Lula (PT) têm criticado a situação, sem considerar o amplo apoio que a proposta recebeu.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Outros “Penduricalhos” no Serviço Público
Coutinho também abordou outros benefícios existentes no serviço público, como no Poder Judiciário, no Tribunal de Contas e no Senado, que não são devidamente discutidos pela mídia. Ele enfatizou a necessidade de assumir a responsabilidade por essas decisões, que muitas vezes são difíceis e impopulares, mas necessárias.
Defesa da Reforma Administrativa
O deputado defendeu a proposta de Reforma Administrativa que tramita no Congresso, mas ressaltou que os projetos nunca foram priorizados pelos governos do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele considerou “um absurdo” a existência de tantos “penduricalhos” no serviço público, e expressou sua discordância em relação a essa situação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
LEIA TAMBÉM!
Decisão do STF e Avaliação de Coutinho
Coutinho manifestou sua aprovação pela decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que estabeleceu um prazo de 60 dias para que os Três Poderes da República suspendam os chamados “penduricalhos”. O ministro considerou que verbas não previstas em lei não podem ser pagas.
O deputado também elogiou a atuação do ministro na investigação sobre o pagamento de emendas parlamentares, destacando a importância da clareza nesse processo.
