Reza Pahlavi Convocará Greve Geral no Irã e Prepara Tomada de Centros Urbanos

Reza Pahlavi convoca greve geral no Irã após protestos. Ex-príncipe lança chamado aos trabalhadores para mobilização em resposta a crise e repressão.

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(Imagem de reprodução da internet).

Reza Pahlavi Convocará Trabalhadores para Greve Geral no Irã

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, lançou um chamado aos trabalhadores do país para uma greve geral a partir deste sábado, 11 de maio. A iniciativa surge após duas semanas de protestos em diversas cidades do Irã, demonstrando a crescente insatisfação popular.

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Em um vídeo divulgado na rede social X (antigo Twitter), Pahlavi declarou que o objetivo da mobilização é preparar a tomada dos centros urbanos, indo além das simples manifestações nas ruas. O apelo específico visa trabalhadores de setores cruciais, incluindo transporte, petróleo e gás.

O ex-príncipe, que reside no exílio desde 1979, após a queda da monarquia liderada por seu pai, Mohammad Reza Pahlavi, intensificou o tom de enfrentamento contra o regime teocrático vigente. Ele expressou a crença de que a data para uma mudança significativa está próxima.

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Pahlavi enfatizou a importância de os manifestantes, neste fim de semana, demonstrarem sua presença nas ruas, utilizando bandeiras e símbolos nacionais. Ele acredita que a mobilização representa uma resposta direta ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.

A convocação ocorre em um contexto de repressão policial e interrupção do acesso à internet, medidas implementadas pelo governo iraniano a partir de quinta-feira, 8, com o objetivo de conter as manifestações. A segurança foi reforçada com o envio de forças às ruas.

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Apesar da repressão, Pahlavi relatou uma adesão “magnífica” às ruas na noite de sexta-feira, interpretando-a como uma resposta direta às ações do líder Khamenei. Ele afirmou que o líder supremo demonstrou “medo” ao observar as imagens de seu esconderijo.

Protestos em Teerã, iniciados em 28 de dezembro, foram impulsionados pela crise econômica e assumiram caráter político. A Organização Iran Human Rights, com sede em Oslo, informou que pelo menos 51 pessoas perderam a vida durante os confrontos.

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