Symon Castro interrompe debate no STF na Argentina; réu do 8 de janeiro faz discurso polêmico. Ministro Gilmar Mendes sediou evento com Alexandre de Moraes e Daniel Luciano Bressan
Em Buenos Aires, Argentina, o réu no processo relacionado aos atos do 8 de janeiro, que se encontra foragido, interrompeu um debate realizado na quinta-feira, 6 de novembro de 2025, organizado pelo ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O evento, que abordava os desafios da democracia na América Latina, contou com a participação do decano do STF, além de Alexandre de Moraes, chairman do Poder360, e Daniel Luciano Bressan, advogado e ex-presidente da Colômbia.
Symon Castro, que se descreve como um “refugiado” na Argentina, levantou-se na plateia e iniciou sua fala. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o discurso de Castro. Ele alega que está há três anos sem ver seus filhos devido a acusações relacionadas aos atos do 8 de janeiro que, segundo ele, não cometeu.
Ele é réu pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado, além de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio.
Durante o debate, Castro agradeceu a Mendes por permitir sua fala e afirmou que “existem pessoas de bem no meio do dia 8 [de Janeiro]” que não cometeram crimes. Seguranças se aproximaram no início do vídeo, mas Castro foi autorizado a concluir seu discurso.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Reportagens da CNN indicam que, além de Castro, outros dois foragidos, Daniel Luciano Bressan e Claudiomiro Rosa Soares, também estavam presentes e se credenciaram no evento com seus próprios nomes.
Castro publicou um vídeo em que ele, Bressan, Soares e um terceiro indivíduo, identificado como “Paulistano”, protestam em frente à sede do Fórum promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IBD), onde é realizado o evento.
Eles exibiram faixas com mensagens como “SOS Milei” e “SOS Donald Trump”. Castro publicou uma selfie com Gilmar Mendes, confirmando sua inscrição no evento.
“Se eu fosse terrorista que eles me acusam eu ia fazer o que? (sic.)”, escreveu Castro, justificando sua postura. Ele afirmou que preferiu ser educado para ser ouvido, reconhecendo o nervosismo da situação. O julgamento de Castro está marcado para este mês.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!