Donald Trump completa um ano na Casa Branca com tarifas, imigração e tensões diplomáticas. Governo endurece política migratória e enfrenta críticas internacionais
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completou um ano em seu retorno à Casa Branca, um período marcado por decisões controversas, tensões diplomáticas e uma postura assertiva em relação a questões econômicas e migratórias. O mandato tem sido caracterizado por um estilo de governo baseado em ações rápidas, retórica direta e o uso da pressão econômica como ferramenta diplomática, gerando tanto apoio entre seus eleitores quanto críticas e protestos em diversos setores.
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A política econômica foi um pilar central do primeiro ano do governo. O governo implementou um amplo sistema de tarifas sobre produtos importados, incluindo aço, alumínio, bens industriais e produtos agrícolas. Essa medida visava proteger empregos e fortalecer a indústria americana.
No entanto, as tarifas impactaram negativamente países aliados, como a União Europeia, Canadá, Japão e na América Latina, que anunciaram ou consideraram retaliações, elevando o risco de conflitos comerciais. Apesar das críticas, o governo defende que as tarifas fortaleceram setores estratégicos.
Analistas apontam para aumento de custos para empresas, pressão inflacionária e maior incerteza no comércio global.
A relação com o Brasil passou por momentos de tensão, especialmente após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e trocas de críticas entre autoridades dos dois países. Diplomatas classificaram o período como delicado na relação bilateral.
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Na América Latina, Trump manteve um discurso duro sobre imigração e segurança, buscando ampliar a influência americana diante da crescente presença da China na região.
A imigração voltou a ser uma prioridade absoluta. O governo intensificou a vigilância na fronteira com o México, acelerou deportações e restringiu vistos e autorizações de entrada. Essas medidas geraram protestos em cidades americanas e críticas de organizações de direitos humanos, que apontaram impactos negativos em famílias e na sociedade.
Apesar do discurso confrontacional, Trump buscou se apresentar como mediador em conflitos internacionais, incluindo a crise no Oriente Médio, especialmente a guerra em Gaza. Embora tenha havido anúncios e reuniões de alto nível, os resultados concretos foram limitados, e aliados europeus demonstraram cautela com o protagonismo americano nesses processos.
O governo reforçou a narrativa de que os Estados Unidos retomaram sua influência global, mesmo fora de estruturas multilaterais tradicionais.
O retorno de Trump intensificou a polarização política nos Estados Unidos. Ao longo do ano, ocorreram manifestações contra políticas migratórias e decisões econômicas, além de ataques do presidente à imprensa. Organizações de defesa da liberdade de expressão alertaram para o aumento da hostilidade contra jornalistas e veículos críticos ao governo.
Trump manteve o discurso de confronto com a mídia, acusando-a de parcialidade.
O governo Trump governou em grande parte por meio de ordens executivas, enfrentando dificuldades no Congresso. A relação com parlamentares foi marcada por negociações pontuais e bloqueios legislativos, refletindo a divisão política no país. A economia dos Estados Unidos manteve um crescimento moderado, com o mercado financeiro apresentando desempenho positivo em alguns momentos.
A inflação permaneceu relativamente controlada, embora especialistas alertem para possíveis efeitos duradouros do tarifaço.
Após um ano, o segundo mandato de Donald Trump é caracterizado por um uso intenso de tarifas, endurecimento da política de imigração, relações tensas com aliados, tentativas de mediação em conflitos, alta polarização interna e constantes protestos.
O presidente mantém apoio de sua base eleitoral, mas enfrenta resistência significativa no país e internacionalmente. O próximo ano deverá indicar se a estratégia de confronto e pressão econômica continuará sendo o principal eixo do governo ou se haverá ajustes diante das reações globais.
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