Retinopatia Diabética: Um Desafio Silencioso para a Visão
A retinopatia diabética é uma complicação frequente do diabetes, muitas vezes subestimada pelos pacientes. Trata-se de uma doença que afeta os vasos sanguíneos da retina, a parte do olho responsável por transformar a luz em imagens. No Brasil, ela se destaca como a principal causa de cegueira evitável, especialmente entre adultos em idade ativa.
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O problema reside no fato de que a retinopatia diabética pode progredir de forma lenta e sem sintomas perceptíveis por anos, levando muitos a descobrirem o problema apenas em estágios avançados.
Como a Doença se Desenvolve?
O excesso de glicose no sangue danifica gradualmente os vasos da retina, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a vazamentos. Com o tempo, isso compromete o suprimento de oxigênio para a retina e desencadeia uma série de alterações, como hemorragias, edema macular e a formação de novos vasos sanguíneos anormais que podem sangrar e levar à perda de visão.
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A velocidade com que a doença avança é maior quando o diabetes não está bem controlado, se há pressão alta associada ou quando o paciente convive com a doença há muito tempo.
Sinais de Alerta
A principal característica da retinopatia diabética é o seu caráter silencioso. Nas fases iniciais, o paciente geralmente não percebe nenhuma alteração na visão, mesmo que a retina já esteja comprometida. Isso pode criar uma falsa sensação de segurança e atrasar a busca por avaliação médica.
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No entanto, existem alguns sintomas que podem indicar a presença da doença, como visão embaçada, manchas escuras que se movem no campo de visão, dificuldade para ler ou distorções na imagem. A perda súbita da visão também deve ser motivo de atenção imediata, pois indica que o dano já é significativo.
Diagnóstico e Tratamento
O exame fundamental para o diagnóstico da retinopatia diabética é o mapeamento da retina, um procedimento rápido e indolor. Em casos mais complexos, a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiofluorescência podem ser utilizadas para complementar a investigação.
O objetivo principal é identificar alterações na retina antes que elas causem danos permanentes na visão. O tratamento mais eficaz, especialmente em casos graves com edema macular ou proliferação de vasos anormais, é o uso de medicamentos anti-VEGF, que reduzem o inchaço, controlam a formação de novos vasos e estabilizam o quadro.
Em alguns casos, podem ser necessários procedimentos a laser ou cirurgia vítreo-retiniana para controlar hemorragias e complicações mais avançadas.
Prevenção e Cuidados
Apesar dos tratamentos disponíveis, o controle do diabetes continua sendo o fator mais importante para preservar a visão. Manter a glicemia estável, controlar a pressão arterial e adotar uma alimentação saudável são medidas cruciais. A prática regular de atividade física, o acompanhamento multidisciplinar e o abandono do tabagismo também desempenham um papel fundamental na prevenção da retinopatia diabética.
A doença é, em grande parte, evitável quando diagnosticada precocemente. A informação, a consulta regular e a atenção aos primeiros sinais são as principais ferramentas para proteger a visão.
