Resseguradora brasileira mostra recuperação e otimismo, com projeções de lucro de R$ 630 milhões em 2026 e recomendações positivas de analistas.
A trajetória da maior resseguradora do Brasil tem sido marcada por altos e baixos, lembrando um roteiro cinematográfico com reviravoltas. Após um período crítico, com a empresa na “UTI financeira”, o cenário demonstra sinais de recuperação e otimismo, impulsionado pela expectativa de retomar o pagamento de dividendos.
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A empresa, que passou por um período de desconfiança dos investidores, agora apresenta números promissores e projeções de crescimento.
Em 2025, sob uma nova gestão, a companhia apresentou melhorias significativas. O analista Luiz Barsi, conhecido como o “Buffett brasileiro”, comentou positivamente o “turnaround” da empresa, afirmando que ele estava “essencialmente completo”. As projeções mais recentes indicam um lucro de R$ 630 milhões para 2026, resultado de um controle rigoroso de despesas e um resultado financeiro forte, mesmo com a expectativa de cortes na taxa Selic.
Os analistas destacam a eficiência na gestão e a projeção de crescimento, impulsionada por um cenário favorável nos negócios de resseguros, onde juros altos ainda são benéficos para os resultados. A empresa também se beneficia de um índice de solvência recorde de 251%, aliado a um caixa robusto, fatores que aumentam as apostas sobre o retorno dos dividendos.
Instituições como o JP Morgan e o Citi também acompanham de perto a recuperação da resseguradora. O JP Morgan elevou a recomendação dos papéis de “venda” para “compra”, enquanto o Citi demonstra confiança em “melhorias graduais”. A Apex Capital, gestora de ações, também adota uma postura positiva, reconhecendo a “história” da empresa e suas perspectivas de crescimento.
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Essas recomendações se refletem no mercado, com o preço da ação negociado a R$ 54,26. O relatório do Santander, que tem recomendação de “compra” e preço-alvo de R$ 66 para a ação, destaca a eliminação de prejuízos fiscais acumulados e a retomada esperada do pagamento de dividendos em 2026.
O modelo de avaliação utilizado por analistas, que projeta o comportamento da empresa até 2034, sugere que a resseguradora poderá distribuir cerca de 50% do seu lucro em dividendos em um estágio de maturação. A Apex Capital estima um crescimento anual composto de dois dígitos nos próximos três anos, justificando um valuation considerado barato, com a ação negociando a 7x lucro em 2026.
Apesar do otimismo, os analistas alertam para riscos, como o possível atraso no engrenamento do crescimento dos prêmios e a persistência de sinistralidades elevadas no setor rural, exigindo atenção redobrada dos investidores.
A recuperação da resseguradora brasileira demonstra resiliência e potencial de crescimento, impulsionada por uma gestão eficiente, projeções financeiras positivas e recomendações favoráveis de instituições de destaque. O cenário indica uma retomada gradual da lucratividade e do pagamento de dividendos, com a empresa se consolidando como uma opção interessante para investidores.
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