Resfriado: A Surpreendente Resposta do Corpo e o Segredo por Trás de Crises Respiratórias

Resfriados: A chave para a resposta do corpo! Um estudo da Universidade Yale revela que a velocidade da resposta imunológica é crucial. Descubra como o interferon pode ser a diferença entre um resfriado leve e uma crise respiratória

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(Imagem de reprodução da internet).

Resfriados: A Resposta do Corpo é a Chave

Um resfriado comum pode variar drasticamente de pessoa para pessoa, com alguns apresentando apenas sintomas leves e outros sofrendo de quadros intensos. Um estudo recente, publicado na revista científica Cell Press, revela que a principal diferença reside na forma como o sistema imunológico responde inicialmente ao rinovírus, o principal causador da doença.

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A pesquisa, conduzida por cientistas da Escola de Medicina da Universidade Yale, demonstra que a velocidade com que as células do nariz ativam mecanismos de defesa é crucial para determinar se a infecção permanece leve ou evolui para uma inflamação grave das vias aéreas.

O Papel do Interferon

O foco central do estudo é a resposta ao interferon, um mecanismo fundamental do sistema imunológico. Esse processo ajuda a impedir a replicação e a disseminação do vírus pelas vias respiratórias desde o início da infecção. Quando essa resposta se manifesta rapidamente, a infecção é geralmente restrita a um número limitado de células, resultando em sintomas leves ou quase imperceptíveis.

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No entanto, se a ativação do interferon é tardia ou bloqueada, o vírus consegue infectar um número significativamente maior de células.

Por que Algumas Pessoas Sofrem Mais?

Para entender melhor o fenômeno, os pesquisadores cultivaram células nasais humanas em laboratório, criando um tecido que imita o revestimento interno do nariz. Em condições normais, menos de 2% das células foram infectadas pelo rinovírus. Contudo, quando a resposta inicial ao interferon foi inibida, cerca de 30% das células passaram a abrigar o vírus.

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Essa mudança foi acompanhada por uma inflamação intensa, aumento da produção de muco e sinais de dano às vias aéreas.

Resfriados e Crises Respiratórias

Os resultados ajudam a explicar por que o rinovírus é um dos principais gatilhos de crises respiratórias e de outras doenças em determinados grupos de pessoas, como pacientes com doenças pulmonares crônicas. Os pesquisadores enfatizam que a gravidade da doença não depende apenas da presença do vírus, mas também da forma como o organismo reage nas primeiras horas da infecção.

Portanto, indivíduos diferentes podem apresentar níveis distintos de resposta ao interferon.

Fatores que Influenciam o Resfriado

Ainda não se sabe completamente por que essa resposta varia entre as pessoas, especialmente em quem possui histórico de infecções. No entanto, outros fatores podem influenciar a gravidade do resfriado comum, incluindo diferenças genéticas que afetam a resposta do sistema imunológico, a presença de doenças respiratórias pré-existentes, como asma ou DPOC, e a imunidade prévia ao rinovírus, adquirida em infecções anteriores.

Além disso, a interação com bactérias das vias respiratórias pode intensificar a inflamação.

Novas Estratégias para Prevenir Crises

Os pesquisadores acreditam que compreender esses mecanismos pode levar ao desenvolvimento de novas estratégias para prevenir crises respiratórias e reduzir as complicações associadas aos resfriados comuns. A pesquisa continua a explorar as nuances da resposta imunológica para oferecer soluções mais eficazes.

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