Alerta na Região Metropolitana de São Paulo: reservatórios operam em níveis críticos! Cantareira registra 19,8% de capacidade e intensifica crise hídrica. Acompanhe a situação e medidas emergenciais
A região metropolitana de São Paulo enfrenta uma situação de alerta quanto à disponibilidade de água, com os reservatórios que abastecem a região operando em níveis críticos. Em 9 de janeiro, o sistema Cantareira, um dos principais reservatórios, estava na faixa especial, com apenas 19,8% da capacidade, um volume significativamente abaixo do observado no mesmo dia do ano anterior, que apresentava 50,9%.
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Essa escassez de água é resultado de uma combinação de fatores, incluindo chuvas irregulares, ondas de calor mais frequentes e um aumento no consumo de água, intensificando a pressão sobre os recursos hídricos da região.
Acompanhamento diário é realizado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que atualizam os níveis dos reservatórios diariamente. O sistema é dividido em sete faixas de atuação, baseadas no volume médio dos sete sistemas da Grande São Paulo, permitindo uma gestão mais eficiente da crise.
Essas faixas variam desde a normalidade (100% a 44%) até o cenário de rodízio, que implica na interrupção do abastecimento em regiões específicas.
Quando o volume médio dos reservatórios atinge níveis críticos, como as faixas 4, 5 e 6, são implementadas medidas de contingência, incluindo a redução da pressão no sistema, o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA) e a gestão de demanda noturna.
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Em situações extremas, como na faixa 7, o rodízio de abastecimento entre regiões pode ser adotado, com a necessidade de fornecimento de caminhões-pipa para serviços essenciais. A Sabesp tem o poder de reduzir a retirada de água do sistema Cantareira, dependendo da faixa em que o sistema se encontra.
O sistema Cantareira, composto por cinco reservatórios interligados, é um dos principais responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana de São Paulo, atendendo também Campinas. A interligação da represa Jaguari com a represa Atibainha ampliou a segurança hídrica da região.
O sistema total tem capacidade para armazenar quase 2 trilhões de litros de água. A gestão do sistema Cantareira é compartilhada entre a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Apesar das medidas de controle e da gestão de contingência, a situação dos reservatórios da região metropolitana de São Paulo continua sendo motivo de preocupação. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) projeta que, mesmo com chuvas na média histórica, o Cantareira terminará o verão de 2026 em estado de alerta, com uma estimativa de 39% da capacidade para o final de março.
A região enfrenta desafios significativos devido à baixa disponibilidade natural de água e ao impacto da crise climática, exigindo planejamento estrutural e de longo prazo para garantir a segurança hídrica da Grande São Paulo.
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