Renault enfrenta crise: lucro em queda e pressão chinesa! Ações despencam após resultados decepcionantes em 2025. Saiba mais!
O Grupo Renault apresentou projeções de margens de lucro mais modestas para 2026 nesta quinta-feira (19), após registrar uma queda de 15% no lucro operacional em 2025. Essa situação impactou negativamente o valor das ações da empresa, que enfrenta desafios significativos devido à crescente pressão sobre os preços por parte de concorrentes chineses e à dinâmica tradicional do mercado automotivo.
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As ações da Renault apresentaram uma queda de quase 6% ao longo do dia, enquanto o mercado acompanhava de perto os resultados do grupo, que tem sido liderado pelo novo diretor executivo, François Provost, desde o verão. A empresa tem buscado se adaptar a um cenário de mercado em transformação, buscando novas estratégias para manter sua competitividade.
Em julho, a Renault já havia sinalizado a expectativa de redução nas margens de lucro, em decorrência da deterioração das condições de mercado no segundo trimestre. A marca Renault, que mantém uma posição de liderança no mercado francês, foi particularmente afetada por essa situação.
A empresa busca responder à concorrência, com foco em lançamentos de novos modelos, como o Clio 6 e a próxima geração do Twingo.
Provost enfatizou que a Renault não adotará uma estratégia de preços competitivos, mas sim buscará manter sua rentabilidade através de custos mais baixos e um ritmo acelerado de lançamentos. A empresa acredita que pode enfrentar a pressão chinesa com sucesso, utilizando sua vantagem em custos e inovação.
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A Renault registrou um lucro operacional de 3,6 bilhões de euros em 2025, conforme o consenso de analistas. No entanto, a pressão sobre os preços contribuiu para uma queda de 700 milhões de euros no lucro total. A empresa espera alcançar uma margem operacional de 5,5% em 2026 e entre 5% e 7% no médio prazo.
O crescimento nos mercados internacionais ajudou a impulsionar as vendas da Renault em 3,2% em 2025, atingindo 2,34 milhões de veículos e gerando uma receita de 57,9 bilhões de euros, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. A empresa está apostando no sucesso do SUV Duster na Índia e na expansão nos mercados da América do Sul, buscando economias de escala e reduzir sua dependência do mercado europeu.
O diretor financeiro da Renault, Duncan Minto, informou que a empresa continuará a reduzir os custos variáveis em cerca de 400 euros por veículo, um objetivo que já foi alcançado em 2025. Apesar dos desafios, a Renault reportou um prejuízo líquido de 10,9 bilhões de euros em 2025, seu primeiro prejuízo em cinco anos, em grande parte devido a uma baixa contábil extraordinária de 9,3 bilhões de euros relacionada à sua parceira, a Symbiosys, que enfrentava dificuldades financeiras.
Apesar dos resultados negativos, a Renault manteve o pagamento de um dividendo de 2,20 euros por ação, o mesmo valor pago em 2024. As ações da empresa apresentaram uma queda de 25% em 2025, acumulando uma desvalorização de cerca de 8% no ano, um desempenho melhor do que o da Stellantis, que registrou uma queda de 30% no mesmo período.
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