O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou que o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, prestará depoimento presencial à comissão na próxima terça-feira, 3 de março de 2026.
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A decisão surge após o próprio Vorcaro sinalizar sua disposição de comparecer à audiência. O senador ressaltou que o ministro André Mendonça já autorizou a possibilidade de presença dos acusados, e que a decisão de adiar o depoimento para a próxima semana envolveu a adoção de medidas logísticas para garantir o comparecimento.
Detalhes do Depoimento e Logística
Vorcaro deverá viajar em voo comercial. A comissão ainda discutirá aspectos como transporte e custos. O objetivo é assegurar que o empresário compareça à audiência na data esperada. A comissão já requisitou informações ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Polícia Federal (PF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), buscando dados relevantes para a investigação.
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Diferença de Competência entre Colegiados
Renan Calheiros explicou que a decisão de focar o depoimento na CAE, em vez da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, se deve à diferença de competência entre os colegiados. A CAE tem a responsabilidade de fiscalizar o sistema financeiro, e a Lei Complementar 105 de 2001 concede poderes para requisitar informações, inclusive as sigilosas.
O senador acredita que Vorcaro avaliou a CAE como o foro mais adequado para a discussão.
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Restrições e Decisão do STF
O presidente da CPMI do INSS, o senador Paulo Marcos (Podemos-MG), informou que o ministro André Mendonça tornou facultativo o depoimento de Daniel Vorcaro. A oitiva, originalmente marcada para a segunda-feira (23 de fevereiro de 2026), foi cancelada devido à recusa do empresário em comparecer ao Congresso.
Mendonça também proibiu o uso de aeronave particular para o deslocamento até Brasília, considerando que Vorcaro cumpre prisão domiciliar em São Paulo, determinada pela Justiça. A investigação, iniciada em novembro de 2025 durante a operação Compliance Zero, apura irregularidades no Sistema Financeiro Nacional, incluindo a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras.
O prejuízo estimado para o sistema é de R$ 12 bilhões, segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
