Senador Revela Pressão do Centrão no Caso Master
O senador da MDB-AL, Renan Calheiros, declarou que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Edson Fachin, sofreu pressão do Centrão para determinar a liquidação do Banco Master. A declaração foi feita na quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, em Brasília, após uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
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A decisão de liquidar o Banco Master foi tomada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Clima de Constrangimento no TCU
“Contei para o ministro Fachin o clima de constrangimento no Tribunal de Contas da União”, afirmou Renan aos jornalistas após o encontro. Segundo o senador, o Centrão utilizou chantagem para influenciar o ministro e forçar a liquidação do banco. O ministro Fachin, em resposta, decretou sigilo das informações para o Banco Central e para os próprios membros do TCU.
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Reunião com a Polícia Federal
Antes de se reunir com o presidente do STF, Renan e outros integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, incluindo o delegado federal Andrei Rodrigues, se reuniram com a Polícia Federal. A CAE havia solicitado informações sobre o caso Master, incluindo detalhes sobre as operações de Compliance e Carbono Oculto, que investigam possíveis ligações entre o crime organizado e fundos de investimentos.
Reação do STF e Próximos Passos
Após a reunião com Fachin, Renan informou que o presidente do STF concordou com as críticas ao sigilo imposto no inquérito. “O presidente [do STF] não apenas concordou, como exaltou essa diretriz”, disse o senador. A expectativa agora é que o STF avalie a medida de sigilo e determine os próximos passos na investigação do caso Master.
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